"Foi uma correria para retirar as pessoas a tempo", diz prefeito de São Sebastião do Caí após nova cheia do rio - Geral - Pioneiro

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Novo susto08/07/2020 | 10h46Atualizada em 08/07/2020 | 11h24

"Foi uma correria para retirar as pessoas a tempo", diz prefeito de São Sebastião do Caí após nova cheia do rio

Chuva intensa faz com que famílias sejam novamente atingidas no município do Vale do Caí

"Foi uma correria para retirar as pessoas a tempo", diz prefeito de São Sebastião do Caí após nova cheia do rio Divulgação/Defesa Civil
Na semana passada, moradores de São Sebastião do Caí tiveram de deixar as casas por causa do ciclone-bomba Foto: Divulgação / Defesa Civil

O novo susto que a comunidade do bairro Navegantes, em São Sebastião do Caí, passou entre terça (7) e quarta-feira (8) foi inesperado, mesmo com a previsão de ciclone extratropical para essa semana. Conforme o prefeito do município, Clovis Duarte, o monitoramento do nível do Rio Caí, até as 18h de terça, não apontava riscos para alagamentos. No entanto, a situação mudou após esse horário:

— O rio nos pregou uma peça desta vez porque estava subindo pouco, mas a partir das 18h começou a subir quase um metro. A correria foi grande para retirar as pessoas. Quase que os caminhões não conseguem mais acessar o bairro.

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Segundo Duarte, a alta do nível contabilizava média de elevação de 30 centímetros por hora durante o dia, mas no início da noite esse número subiu para 80 centímetros por hora. De acordo com a Defesa Civil, a remoção das famílias é necessária quando o nível chega aos 10 metros. Às 9h desta quarta-feira, o rio atingiu 12,36 metros e estava subindo 26 centímetros por hora. A expectativa, segundo o prefeito, é de chegar a 13,5 metros durante o dia.

— É uma preocupação muito grande! Precisamos de dois grandes ginásios para garantir que as famílias estejam abrigadas em distanciamento por causa da pandemia — disse.

Até as 9h desta quarta, 30 famílias haviam sido retiradas das suas casas e encaminhadas ao ginásio do bairro Rio Branco. Outras 35 estavam sendo levadas para o ginásio da paróquia da região. Das 30 primeiras, 16 são as mesmas que foram retiradas na semana passada durante a passagem de um ciclone-bomba na região.

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