Exército vistoria RS-448 para tentar restabelecer tráfego de forma emergencial entre Farroupilha e Nova Roma do Sul - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Ponte móvel03/07/2020 | 13h36Atualizada em 03/07/2020 | 13h36

Exército vistoria RS-448 para tentar restabelecer tráfego de forma emergencial entre Farroupilha e Nova Roma do Sul

Solução definitiva é a reconstrução da estrada, que deve levar meses, segundo o Daer

Exército vistoria RS-448 para tentar restabelecer tráfego de forma emergencial entre Farroupilha e Nova Roma do Sul Grupo Rodoviário da Brigada Militar/Divulgação
Foto: Grupo Rodoviário da Brigada Militar / Divulgação

O Exército vistoriou, na manhã desta sexta-feira (3), o km 39,5 da RS-448, entre Farroupilha e Nova Roma do Sul, para verificar a possibilidade de restabelecer o tráfego por meio da instalação de uma estrutura provisória. Parte do leito da estrada desmoronou na última terça-feira (30) devido à quantidade de chuva que atingiu a região, mas o trânsito está totalmente interrompido devido à instabilidade do terreno.

A inspeção foi realizada por integrantes do 3º Batalhão de Engenharia de Combate de Cachoeira do Sul a pedido das prefeituras dos dois municípios. Durante a verificação, técnicos mediram o terreno e verificaram as condições logísticas, incluindo possíveis locais para o armazenamento de equipamentos na Vila Jansen, que fica nas proximidades.

Leia mais
RS-448, em Farroupilha, terá emergência decretada para acelerar recuperação da pista
RS-448 cede em Farroupilha e trecho é totalmente interditado 

Segundo o prefeito de Nova Roma do Sul, Douglas Pasuch, a ideia é implantar uma espécie de ponte metálica, apoiada nas duas pontas do trecho que desmoronou. A estimativa é de que a estrutura tenha cerca de 100 metros. Agora, de acordo com o prefeito, o batalhão vai analisar a viabilidade da medida, com definição prevista para a próxima semana.

— É um equipamento grande, reforçado, não sei se vão ter — pondera o Pasuch, que acompanhou a vistoria.

Já o prefeito de Farroupilha, Pedro Pedrozo, confia que a estrutura provisória pode permitir a retomada da ligação com Nova Roma do Sul em um tempo curto, até que se viabilize o conserto definitivo.

— Tô feliz, acho que pode dar certo. A previsão é que venham com cerca de 100 pessoas para fazer uma ponte em cerca de 10 a 15 dias — comemora.

Além de permitir o acesso a comunidades do interior de Farroupilha, a RS-448 é importante especialmente para moradores de Nova Roma do Sul, já que a rodovia é o único acesso pavimentado para o município. Outro acesso importante, a balsa sobre o Rio das Antas, na divisa com Nova Pádua, chegou a ficar fora de operação devido à cheia do rio, mas voltou a funcionar nesta quinta-feira (2). Via terrestre, o caminho recomendado para acessar a cidade é a RS-437, passando por Antônio Prado. A estrada passa por obras de pavimentação, por isso nem todos pontos já possuem camada asfáltica.

Enquanto os municípios tentam viabilizar a liberação do tráfego de forma emergencial, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) decretou emergência do trecho para acelerar o processo de reconstrução. Ainda assim, o diretor-geral do órgão, Luciano Faustino, afirma que levará meses até as condições de trânsito serem totalmente restabelecidas. Por conta disso, o diretor apoia a proposta de buscar ajuda junto ao Exército.

— Aguardamos o Exército apresentar a proposta que garanta segurança aos usuários. Sendo possível, vamos aprovar rapidamente. A solução, no entanto, é reconstruir a pista. Essa estrutura é para restituir o tráfego e forma provisória — lembra Faustino.

O superintendente regional do Daer em Bento Gonçalves, Luis Claudio Leal, acompanhou a vistoria do Exército. Uma equipe de topografia de uma empresa contratada pelo Daer deve comparecer no ponto do desmoronamento ainda nesta sexta para colher os primeiros dados para definir a forma de reconstrução e a elaboração do projeto. Em seguida, será necessário definir os quantitativos de material que será utilizado e o orçamento para a realização de um pregão simplificado que contratará a empresa responsável pela obra. Ainda não há estimativa do custo da reconstrução.

— Pelo tamanho do estrago vai ser uma obra volumosa, mas a parte burocrática esperamos que seja rápida — projeta Faustino.

A reportagem procurou o 3º Batalhão de Engenharia de Combate, mas não havia recebido retorno até a publicação desta reportagem.

Leia também
Férias de prefeito de Nova Pádua em período pré-eleitoral provocam mal-estar
Reitor da UCS avalia como positiva a primeira semana da instituição à frente da UPA Zona Norte
Sindicato prevê que medidas anunciadas pela Caixa destravem a construção civil em Caxias

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros