Entidades do comércio enviam carta ao governo do estado para cobrar abertura de leitos de UTI em Farroupilha - Geral - Pioneiro

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R$ 1,7 milhão doados22/07/2020 | 12h18Atualizada em 22/07/2020 | 12h18

Entidades do comércio enviam carta ao governo do estado para cobrar abertura de leitos de UTI em Farroupilha

Valor de R$ 1,7 milhão foi destinado pelo Ministério Público em abril, mas ainda não há novas vagas

Entidades do comércio enviam carta ao governo do estado para cobrar abertura de leitos de UTI em Farroupilha Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A doação do valor necessário para abertura de dez novos leitos de UTI para covid-19 aconteceu, mas não se tornou realidade em Farroupilha. Após a destinação de R$ 1,7 milhão pelo Conselho Gestor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados, composto por representantes do Ministério Público, a comunidade farroupilhense tinha expectativa pela inauguração das novas vagas para tratamento de infectados, no entanto, o processo ainda está a caminho da terceira licitação pelo governo do estado.

Nesta quarta-feira (22), entidades do comércio como Câmara de Indústria, Comércio, Serviços e Agronegócios de Farroupilha (Cics), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sindilojas e Sindigêneros, entregaram uma carta com 400 assinaturas coletadas no período de 48 horas, para que o pleito pudesse ser endereçado à Secretaria Estadual da Saúde com aval de parte da cidade. A intenção é que o governo acompanhe o processo de perto. A abertura de leitos interfere diretamente nas classificações de bandeiras por contágio no estado.

— Fizemos uma grande mobilização em torno disso. Caso não tenham interessados novamente (no terceiro pregão), vamos pedir que o dinheiro seja destinado diretamente ao hospital  (São Carlos) e não mais, especificamente, para leitos de UTI — explica o presidente do Sindilojas local, Sergio Luiz Rossi.

A ideia é tida como uma opção viável pela superintendente do Hospital São Carlos do município. Janete Toigo explica que o problema não é somente a falta de interessados nos pregões, mas os preços dos equipamentos. Um respirador adquirido no mês de março pelo hospital custava R$ 85 mil. Agora, o mesmo aparelho está avaliado em R$ 128 mil. Os valores também interferem no processo para licitação. Questionada sobre o hospital ter condições de montar uma UTI por conta própria, caso a verba seja encaminhada à instituição, ela admite que seria possível.

— Isso só poderia acontecer após o terceiro pregão. Se ocorresse, acredito que poderíamos entregar. Já conseguimos fazer muito com ajuda da comunidade — conta. Em março, uma campanha arrecadou mais de R$ 1 milhão.

O Hospital São Carlos tem 20 leitos de UTI, sendo oito disponíveis para covid. Nesta quarta, a taxa de ocupação está em 63%. O índice não chegou a ultrapassar os 70% até o momento, conforme a superintendente. Nas oito vagas disponíveis, quatro estão ocupadas por pacientes da região, mas também por pessoas vindas de Taquara e Viamão. Dos leitos clínicos, são 20 disponíveis com ocupação de quatro pacientes confirmados para covid e dois suspeitos.

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