Em quatro meses, Caxias do Sul saiu de 1 caso de covid-19 para mais de 1,6 mil - Geral - Pioneiro

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Pandemia11/07/2020 | 07h15Atualizada em 11/07/2020 | 12h28

Em quatro meses, Caxias do Sul saiu de 1 caso de covid-19 para mais de 1,6 mil

Desde 11 de março o vírus atingiu moradores de 68 localidades, entre bairros e distritos, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde

Em quatro meses, Caxias do Sul saiu de 1 caso de covid-19 para mais de 1,6 mil Porthus Junior/Agencia RBS
Bairro Santa Fé é o segundo no ranking dos bairros com maior números de pessoas diagnosticadas com coronavírus Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O primeiro caso de coronavírus diagnosticado em Caxias do Sul foi em 11 de março. Dias depois, a prefeitura emitiu o primeiro decreto municipal. Entre as determinações, constava o fechamento do comércio e indústria, conceituados de não essenciais, além de casas noturnas e bares. Atividades esportivas, de lazer e culturais foram canceladas, bem como formaturas, casamentos, e solenidades foram sendo proteladas para sabe-se lá quando. A tensão pela iminente contaminação em larga escala fez com que os caxiense passassem a respeitar as medidas de isolamento. E tudo isso acontecia na transição do verão para o outono. A paisagem de folhas secas caindo das árvores, mudava o cenário interior, e não apenas da janela para fora. Na rua, as pessoas que se arriscavam a sair, começavam a usar um novo acessório, antecipando a temporada outono-inverno, a máscara.

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Passaram-se quatro meses desde o primeiro caso diagnosticado até sábado, 11 de julho. Durante este tempo, o município saltou de 1 para 1.603 casos. Segundo levantamento do Painel Covid-19, criado pela jornalista e coordenadora de Comunicação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Andréia Copini, destes mais de 1,6 mil casos, contabiliza-se 990 recuperados. No meio do caminho, infelizmente, 27 pessoas perderam a batalha para a covid-19. Destes 27 óbitos, sete ocorreram nos últimos dez dias. Conforme avança o inverno, uma narrativa desde sempre fria e úmida, verifica-se a progressão dos casos positivados. Quem acompanha com frequência os dados inseridos no Painel Covid-19, disponível no site, deve ter observado um aumento acentuado do número de casos nos bairros e distritos de Caxias do Sul.

No boletim de sexta-feira (10), esta era a ordem das dez localidades com mais positivados por coronavírus. Segue à frente Ana Rech (170), grande parte fruto dos infectados no frigorífico da  JBS, que seguem sendo inseridos à estatística. Logo a seguir vem Santa Fé (76), Centro (74), Santa Catarina (74), Planalto (62), Desvio Rizzo (57), Serrano (53), Cruzeiro (52), Panazzolo (41) e Nossa Senhora de Fátima (40). Ao todo, constam na lista 68, entre bairros e distritos, sendo que não estão sendo citados em separado os loteamentos. Segundo explica Andréia, os dados dos loteamentos são vinculados à estatística do bairro onde estão inseridos.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 09/07/2020. Reportagem sobre o aumento do número de casos positivados de coronavírus nos bairros de Caxias. Entre eles, Santa Fé, Serrano e Planalto. Na foto, vistas do BAIRRO SERRANO. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14541806) -->
Até o dia 10 de julho, no bairro Serrano, foram diagnosticados 53 moradores com coronavírus Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

"Acho que as pessoas tinham mais medo antes, mas agora passou"

Ana Rech desponta como o distrito com mais casos positivados de covid-19. A maior parte, é de funcionários do frigorífico JBS, que tem ali uma das unidades. Segundo o boletim epidemiológico, informado diariamente pela Prefeitura de Caxias do Sul, até agora foram inseridos na estatística 379 trabalhadores que foram contaminados.  Deste total, a maior incidência é de funcionários que moram em Ana Rech, Parada Cristal e Santa Fé.

A aposentada Justina Inês Rech Ribeiro, 61, além de presidente da Associação dos Moradores do Bairro Serrano, é membro do Conselho Municipal de Saúde (CMS), como representante do Eldorado, Ana Rech e Serrano.

— Se tu analisar, alguns dos que trabalham na JBS são moradores do Serrano e da Encruzilhada de Ana Rech. Eu falo porque conheço e convivo com muitos dos imigrantes, que são a maioria dos funcionários do frigorífico. O problema desse aumento foi porque muitos deles acabaram passando o coronavírus para algum familiar. É por isso, que nós no Conselho de Saúde, estamos cobrando da prefeitura para que aumente o número de testes nas pessoas — defende Justina.

Segundo a presidente da Amob Serrano, um dos problemas que ela mais verifica é justamente o uso da máscara. 

– Muitos me dizem assim, que se estivermos na bandeira vermelha, aí sim, vão se cuidar. Alguns haitianos frequentam igrejas evangélicas, ficam ali, orando, geralmente aglomerados e nem sempre com máscara.

Justina diz ter a impressão de que as pessoas levavam mais à sério as medidas de prevenção quando surgiram os primeiros casos. 

– Acho que as pessoas tinham mais medo antes, mas agora passou. No início a Guarda Municipal nos ajudou muito, fiscalizando as festas dos jovens, indo nos campos de futebol, e dizendo para as pessoas se recolherem em casa. Mesmo assim, eles têm sido presentes, mas quando nós ligamos para fazer alguma denúncia – explica.

O receio de Justina é que o rigor do inverno e as chuvas intensas possam fazer esse número de positivados por covid-19 aumentar. Ela diz estar percebendo um aumento expressivos de pessoas à procura de atendimento, com sintomas gripais.

– Esse clima ataca mais a saúde das pessoas. A gente se assusta quando fica sabendo de alguém que acabou tendo de ser hospitalizado, principalmente quem já tem a saúde mais debilitada, e acaba não voltando mais. Às vezes, dias depois da morte, a gente fica sabendo que a pessoa tinha coronavírus – revela.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 09/07/2020. Reportagem sobre o aumento do número de casos positivados de coronavírus nos bairros de Caxias. Entre eles, Santa Fé, Serrano e Planalto. Na foto, vistas do BAIRRO SANTA FÉ. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14541809) -->
Santa Fé é o segundo bairro com mais casos positivados por covid-19, em Caxias do Sul, com 76 registros, até o dia 10 de julhoFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

"O vírus expôs as mazelas dos bairros mais pobres"

O segundo bairro com o maior numero de casos positivados de covid-19 é o Santa Fé, na Zona Norte de Caxias do Sul. O almoxarife Alex Antunes, 36, é casado, tem três filhos e há 23 anos mora no Belo Horizonte. Segundo a estatística do Painel Covid, o loteamento integra a estatística do Santa Fé.

– O que posso destacar é a foça do morador da Zona Norte, de se reerguer. Somos sempre pouco assistidos pelo poder público, e acaba que nesses momentos de maior dificuldade, um morador acaba ajudando ao outro – revela.

Esse “estender a mão”, a que se refere Antunes, torna esse lugar especial. Ao mesmo tempo, por conhecer bem a região, e as pessoas que nela vivem, ele diz que demorou para as pessoas se darem conta de que era preciso levar a sério as medidas de prevenção ao contágio de coronavírus, como o distanciamento social.

– Num primeiro momento, a comunidade da Zona Norte viveu uma falsa paz, como se fosse um mundo paralelo. As pessoas continuavam a se visitar, haviam aglomerações e ocorriam  normalmente as festas. Agora, parece que a “ficha caiu”. Acredito que, se as pessoas tivessem se conscientizado antes, teria sido melhor.

Antunes tem uma posição crítica. Observa, à sua maneira, o cenário da progressão dos casos como consequência de decisões controversas. Para ele, a orientação dos órgãos de saúde quanto ao uso ou não da máscara, causou confusão na cabeça das pessoas, a ponto de a proteção ainda ser questionada, apesar da determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

– Para mim, tudo começou com a polêmica do uso da máscara. Num primeiro momento, só era para usar a máscara quem tivesse algum sintoma. Mas depois, todos deveriam usar a máscara, com ou sem sintomas, mas tinha de ser a cirúrgica. Mais à frente disseram que podia ser a de pano, que ela ia proteger. Aí as pessoas começaram a usar a máscara e os números continuam a aumentar. Afinal de contas, é eficaz, ou não?

Conforme as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde, o uso da máscara torna o risco de contágio menor, do que se comparado a duas pessoas sem o equipamento de proteção, desde que utilizadas da forma correta. 

Para Antunes, o aumento dos casos de covid-19 no Santa Fé, escondem uma realidade, nem sempre presente nas estatísticas.

– O vírus não veio causar um problema na saúde da Zona Norte. O vírus expôs a mazela que é o sistema publico nas áreas mais pobres. Essa é a verdade nua e crua da saúde em Caxias.

E sintetiza sua crítica, com uma postura de quem sabe que, apesar desse cenário desfavorável, a Zona Norte vai superar esse problema.

– O povo tem de entender que nós não queremos usar da síndrome do vira-lata. Não é isso. Nós só queremos oportunidades iguais. E que não nos vejam à margem da sociedade. A Zona Norte é formada por trabalhadores que correm contra a maré, que desejam ser reconhecidos de uma forma mais humana, que possam ter o mesmo atendimento, o mesmo respeito como alguém do centro tem.

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 10/07/2020. Reportagem sobre o aumento do número de casos positivados de coronavírus nos bairros de Caxias. Entre eles, Santa Fé, Serrano e Planalto. vistas gerais (aéreas) do BAIRRO PLANALTO. Na foto, vistas de córrego na Rua Danilo Tarquínio Basso.(Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14542849) -->
Vista do bairro Planalto, quinto lugar no Painel Covid-19, da prefeitura de Caxias, com 62 casos de coronavírus, em 10 de julhoFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

"Tu acha que a pessoa vai na casa do vizinho e fica de máscara?"

Terezinha Varreira já ensinou muitos meninos e meninas a ler e escrever. Atualmente, aposentada, ela foi professora do município, dando aulas para as séries iniciais. Juntas sílabas e formar palavras é o processo inicial de todos que pretendem ler a vida. Porque ler é mais do que correr os olhos por frases e parágrafos, e, sim, extrair disso uma visão crítica do cenário. É dessa forma que Terezinha chega aos 75 anos, morando há mais de 70 na região do Planalto, antes inclusive de o bairro ser chamado por esse nome.

– Quando a Marcopolo vei para cá, era só mato. E foi por causa da instalação da fábrica é que as pessoas começaram a comprar terrenos e a morar por aqui – revela Terezinha, viúva, com dois filhos e cinco netos, sendo dois deles pequenos, que ela tem visto apenas por vídeo chamadas.

Boa de conversa, Terezinha reconhece que tem sido difícil para ela ficar em casa.

– Nunca fui de ficar em casa, porque eu sou muito agitada. Meus filhos estão sempre me ligando e perguntando se estou em casa. Quando preciso sair, por exemplo, ir ao supermercado, eu vou de carro, uso máscara, entro lá, e na volta, lavo bem as mãos. Porque desde que ouvi uma entrevista de uma infectologista na televisão, que explicou a importância de cuidarmos da higiene das mãos eu nunca mais esqueci – diz, deixando escapar que no Planalto as pessoas até usam o item de proteção, mas muitos não manuseiam ou colocam-na da forma adequada.

A realidade dos bairros de Caxias do Sul é bastante complexa. Curiosamente, o Planalto apresenta três realidades distintas que podem servir de síntese dessa urbanidade ainda em estruturação no município.

– O bairro Planalto é muito populoso. Temos aqui, em torno de 10 mil moradores. Na prefeitura eles nos tratam como um bairro só. Mas na Associação de Moradores, é dividido em três partes. Tem o Planalto da frente, que é onde eu moro, mais perto da Marcopolo. Depois do mercado Andreazza, começa o Planalto 2. E na região da Chapa e Vila Sapo, que é como a gente chama, fica o Planalto 1. Nessa zona da Chapa, tem muita gente que mora perto de um valão, vivendo com esgoto à céu aberto, sem água encanada, e ruas bem precárias.

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 10/07/2020. Reportagem sobre o aumento do número de casos positivados de coronavírus nos bairros de Caxias. Entre eles, Santa Fé, Serrano e Planalto. Na foto, vistas gerais do BAIRRO PLANALTO. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14542836) -->
"Nessa zona da Chapa e da Vila Sapo, tem muita gente que mora perto de um valão, vivendo com esgoto à céu aberto, sem água encanada, e ruas bem precárias", explica TerezinhaFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

Trazendo a estatística à luz da realidade, em condições como essa, mais adversas, inserindo ainda elementos como o aumento dos casos de covid, em meio a um clima que tem se mostrado gelado e chuvoso, o prognóstico não parece ser dos mais favoráveis. É por isso, que os cuidados precisam ser redobrados, ensina Terezinha.

– Eu ainda vejo, principalmente nos finais de semana, bastante circulação de pessoas nas ruas. É bem comum aqui, a pessoa sair de casa, até usando a máscara, mas ir visitar a comadre ou o compadre. Tu acha que a pessoa vai na casa do vizinho e vai ficar de máscara? Claro que não. As pessoas tiram e ficam ali de papo tomando um chimarrão juntos.

Para Terezinha, com o tempo as pessoas parecem que estão relaxando mais nos cuidados, mas ao mesmo tempo, quando uma pessoa próxima se contamina a “ficha cai”, diz a professora, usando um português mais direto.

– Conheço um casal, bem jovem, que pegou coronavírus. Os dois fizeram a quarentena em casa, e graças a Deus não precisaram ir para o hospital. Sabe, que as pessoas têm mania de dizer que não vai acontecer com elas, e acabam relaxando nos cuidados. Mas quando elas ficam sabendo de um parente ou amigo próximo, ou quando assistem um depoimento na TV, de filhos chorando porque perderam os pais, ou até de pais que perderam os filhos, dá aquele baque na gente.

Procura intensificada nas UBSs desde a última quinzena de junho

Segundo a enfermeira Natasha Sisto das Neves, gerente de Políticas Específicas de Atenção à Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde, conforme tem aumentado o número de positivados por covid-19 em Caxias do Sul, intensificou-se o movimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), desde a segunda quinzena de junho.

– Houve um aumento do número de casos de pacientes nas UBSs, de síndrome gripal, cujos sintomas são compatíveis com a suspeita de covid-19. Assim como aumentaram os casos de síndrome gripal e também a procura por testes rápidos, nas UBS, mesmo por pessoas sem sintomas e não-contactantes de positivos para a covid. Provavelmente, estes têm procurado os testes por medo ou precaução – avalia.

Natasha revela que o maior movimento nas UBSs é natural nessa época do ano, mesmo em um cenário sem pandemia.

– Esse aumento é esperado no inverno. O que nós precisamos ficar atentos, é se pode estar ocorrendo um aumento de síndrome gripal, simultaneamente ao de pessoas que possam estar contaminadas por covid – aponta.

A enfermeira orienta que em caso de dúvida, as pessoas devem ligar para a UBS mais próxima da sua casa e relatar os sintomas, e só depois, com orientação médica, tratar da realização ou não do teste.

– Os sintomas, geralmente, são os mesmos de uma gripe, como dor de cabeça, dor de garganta. Nem sempre a pessoa tem febre, mas pode ter aquela sensação de febre ou calafrio. Já tivemos casos de positivados para a covid, mesmo sem febre – ensina Natasha.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 13/05/2020. A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já realizou 835 testes rápidos em 26 casas asilares para diagnosticar possíveis casos de Covid-19. Desses, duas profissionais, de duas casas diferentes, testaram positivo e estão em isolamento domiciliar. A equipe do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) testa idosos e profissionais que atuam em 30 casas asilares. (Andréia Copini/SMS/Divulgação)Indexador: 171<!-- NICAID(14510194) -->
Testes de covid-19 precisam observar um protocolo orientado pelo Ministério da SaúdeFoto: Andréa Copini / SMS/Divulgação

Orientação do Ministério da Saúde para os testes de covid-19

A médica Andréa Dal Bó, é diretora das Vigilâncias em Saúde da SMS e explica os tipos de teste que existem e em que condições eles devem ser realizados. O primeiro deles é o RT-PCR (do inglês Reverse transcription polymerase chain reaction), um exame que identifica o vírus e confirma a covid-19. Coloca-se um cotonete no nariz e na garganta, para coletar uma amostra do vírus para confirmar se é ou não covid. 

– Este teste deve ser feito do 3º ao 5º dia, a partir do início dos sintomas. Porque, se for realizado no primeiro dia, a pessoa pode ter uma quantidade baixa e talvez não venha a detectar. Já, a partir do terceiro dia, aumenta a chance, e por isso é sugerido o teste, com indicação médica – explica Andréa.

Há ainda o teste rápido, que é feito com uma digito punção. É o exame que identifica anticorpos, ou seja, as defesas que a pessoa criou contra o coronavírus. O resultado pode detectar dois tipos de anticorpos, IgM ou IgG. Os anticorpos IgM indicam infecção na fase ativa, pois eles são os primeiros anticorpos a aparecer quando vírus ou bactérias nocivas atacam o nosso corpo. Já os anticorpos IgG, também são uma resposta a vírus e bactérias, porém atuam na fase mais tardia da infecção.  

– Se der positivo vai considerar que é IgM, que é uma infecção que pode ser recente. Então, a pessoa precisa de uma avaliação médica com a indicação para o afastamento – orienta Andréa.

A diretora das Vigilâncias em Saúde reforça ainda que o SUS não realiza testes em pessoas assintomáticas.

– Pelo SUS, estamos autorizados a fazer testes em pessoas, com síndrome gripal, com mais de 50 anos. Nesses casos, se faz o teste rápido no 14º, a partir do início dos sintomas. Realizamos ainda o RT-PCR em gestantes com síndrome gripal. Há ainda uma lista de profissionais que são atendidos por esse protocolo, sempre com sintomas, de profissionais da saúde, segurança pública, assistência social, pessoas que trabalham com a questão socioeducativa de crianças e adolescentes e trabalhadores de transportes coletivos, de ônibus e cargas –  enumera.

Bairros e distritos com mais casos positivados de coronavírus

1. Ana Rech: 169
2. Santa Fé: 75
3. Centro: 74
4. Santa Catarina: 70
5. Planalto: 61
6. Desvio Rizzo: 55
7. Serrano: 53
8. Cruzeiro: 52
9. Panazzolo: 41
10. Nossa Senhora de Fátima: 40
Fonte: Painel Covid-19 (com dados contabilizados até 10 de julho)

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