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Coronavírus23/07/2020 | 20h18Atualizada em 23/07/2020 | 21h01

Diretora do Hospital Virvi Ramos, de Caxias, deixa UTI após tratamento com plasma convalescente para covid-19

Cleciane Doncatto Simsen foi a 16ª paciente a passar pelo procedimento

Diretora do Hospital Virvi Ramos, de Caxias, deixa UTI após tratamento com plasma convalescente para covid-19 Elidiane Durante / Divulgação/Divulgação
Cleciane destaca a importância da doação de plasmas convalescente Foto: Elidiane Durante / Divulgação / Divulgação

A diretora executiva do Hospital Virvi Ramos, Cleciane Doncatto Simsen, 53 anos, deixou a UTI da instituição nesta quinta-feira (23), uma semana após receber a transfusão de plasma convalescente. Ela apresentou os primeiros sintomas de covid-19 no início da semana passada e foi internada no dia 15. No dia seguinte, com a confirmação do diagnóstico e uma queda nos índices de oxigenação, recebeu plasma e foi transferida para a UTI.

– Eu tive a graça de ter uma bolsa de plasma do meu tipo de sangue no dia que eu cheguei no hospital, mas nem sempre é assim. Por isso, a importância da doação por todos aqueles que puderem, principalmente aqueles que tenham sangue B ou AB, que são casos de maior dificuldade de estoque –ressalta.

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Acostumada a trabalhar intensamente desde o início da pandemia, Cleciane tem previsão de alta hospitalar na próxima segunda-feira. No entanto, ainda deve ficar afastada até concluir a recuperação.

– Não é uma gripezinha, a gente ainda fica muito debilitado mesmo depois da UTI. Eu tive  muita tosse e muita dificuldade para respirar – relata, minutos depois de passar por uma sessão de fisioterapia.

Sobre as lições do período, a diretora destaca o reconhecimento pela dedicação dos profissionais que trabalham na linha de frente do combate à doença:

– Tenho muito orgulho e honra por ter sido acolhida com tanto carinho e atenção. Eu sei que todos os hospitais estão primando por isso. Os profissionais não sentem medo de entrar no box, cuidar da gente, e eles também têm pessoas amadas em casa. Fica uma lição de solidariedade e humanidade muito grande. As pessoas precisam se unir para que a gente possa passar por esse momento – conta, emocionada.

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Cleciane ressalta a importância de manter as recomendações de higiene e distanciamento para não passar o vírus adiante.

– Eu fico muito feliz porque, apesar de ter me contaminado, eu consegui evitar que meu marido e minha filha pagassem a doença também. Isso prova que é possível evitar a propagação da doença redobrando os cuidados e evitando exposição desnecessária – destaca.

Ao ser transferida para o quarto, a diretora tocou um sino, foi aplaudida pela equipe e teve uma surpresa ao se deparar com uma arte feita nas paredes ao lado do acesso para a UTI. Um mural traz as mensagens “Vai ficar tudo bem” e “Nenhuma tempestade dura para sempre”

Doações de plasma

A seleção dos doadores de plasma é feita pelo Hemocentro de Caxias do Sul (Hemocs) e passa por avaliação rigorosa. Neste momento, as pessoas que podem doar são homens, de no mínimo 18 e no máximo 60 anos, que foram infectados pelo coronavírus, tiveram Covid-19 confirmada por meio do teste PCR, estão há mais de 28 dias recuperados, sem sintomas da doença e não apresentam outras doenças infecciosas.

O Hemocs faz triagem e coleta dos interessados e as destina aos hospitais que tiverem protocolo de estudo para uso. Em Caxias do Sul, apenas o Virvi Ramos está habilitado até o momento. As doações precisam ser agendadas pelos telefones (54) 3290-4543 e (54) 3290-4580 ou por meio do WhatsApp (54) 98418-8487. O Hemocs atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min e aos sábados das 8h até 12h, na rua Ernesto Alves,2.260, ao lado da UPA Central.

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