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Segurança doméstica06/07/2020 | 13h18Atualizada em 06/07/2020 | 13h18

Bombeiros alertam para os perigos do fogo abastecido com etanol em lareiras improvisadas

Explosão que resultou na morte menina de 12 anos em Lagoa Vermelha chama a atenção para os riscos da prática, que é comum na região

Bombeiros alertam para os perigos do fogo abastecido com etanol em lareiras improvisadas Divulgação / Bombeiros de Lagoa Vermelha/Bombeiros de Lagoa Vermelha
Explosão em lareira improvisada provocou a morte de menina de 12 anos e feriu outras três pessoas Foto: Divulgação / Bombeiros de Lagoa Vermelha / Bombeiros de Lagoa Vermelha

O fogo certamente é uma das mais eficazes fontes de calor para garantir aquecimento em dias gelados de inverno. Da mesma forma que o recurso pode gerar conforto, também pode representar sérios riscos quando não manejado corretamente. A explosão de uma lareira improvisada ocorrida no sábado (4) em Lagoa Vermelha — que resultou na morte de Terluize Toson Farias Teixeira, 12 anos — chama a atenção para o perigo que o fogo, sobretudo quando abastecido com etanol, pode representar.

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Segundo o comando do Corpo de Bombeiros Militar de Lagoa Vermelha, que atendeu à ocorrência, a montagem da estrutura com latas cortadas ao meio, acomodadas em pedras e areia — também conhecida como "lareira ecológica", é comum na região, porém contraindicada justamente pela alta probabilidade de gerar acidentes, como ocorreu com a família.

— Os riscos são inúmeros, principalmente se tem crianças em casa. No caso deles, o pai nos relatou que foi reabastecer com etanol pensando que já estivesse seco, ocasionando acidentalmente a explosão — relata o tenente Alex Moreira Barbaro, comandante do pelotão de bombeiros do município, que participou do atendimento à ocorrência.

Ele afirma que, mesmo que não haja mais vestígio de fogo, o próprio calor, em contato com o combustível, pode servir como ignição.  Ainda de acordo com Barbaro, são frequentes os atendimentos relacionados à combustão com uso de álcool de cozinha ou etanol, em práticas como esta, para aquecimento, ou mesmo para o acendimento de churrasqueiras.

— Acontece bastante, normalmente são casos menos graves, mas acontece. O que a gente orienta é que este tipo de lareira não seja feita e que se procure sempre utilizar equipamentos testados e certificados pelo Inmetro — afirma o comandante.

O bombeiro, que atendeu à ocorrência em Lagoa Vermelha, relata que a explosão da lareira — montada na garagem da residência — gerou danos em equipamentos que estavam próximos, incluindo instrumentos musicais e móveis.

A menina Terluize teve 70% do corpo queimado e acabou morrendo em menos de dois dias após o acidente. Seu irmão, Rauan, seis anos, sofreu queimaduras no rosto, no tórax e em um dos braços, conforme registro dos bombeiros. Ele está internado no Hospital Sã Vicente de Paulo, de Passo Fundo, com quadro de saúde estável, segundo familiares.

O pai, Marcelo Farias Teixeira, 38, que abastecia a lareira, teve queimadura na mão, e a mãe, Simone dos Santos Toson, 32, foi atingida pelo fogo principalmente nas pernas. Ambos foram atendidos no Hospital São Paulo, de Lagoa Vermelha, e receberam alta na manhã desta segunda-feira.

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