"A mãe era o amor em pessoa", diz filho de vítima do coronavírus em Caxias  - Geral - Pioneiro

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100 mortes por covid na Serra07/07/2020 | 22h30Atualizada em 08/07/2020 | 08h35

"A mãe era o amor em pessoa", diz filho de vítima do coronavírus em Caxias 

Julieta de Vargas tinha 81 anos e faleceu no dia 30 de junho

"A mãe era o amor em pessoa", diz filho de vítima do coronavírus em Caxias  Emerson de Vargas/Arquivo Pessoal
Julieta (C) foi descrita como um exemplo de amor Foto: Emerson de Vargas / Arquivo Pessoal

Amor. Esse é um verbo que o professor Emerson de Vargas mais utiliza para definir a sua mãe Julieta de Vargas, vítima da covid-19 no dia 30 de junho, aos 81 anos. 

— A minha mãe foi o meu maior exemplo do que é ser uma pessoa amorosa. A mãe era o amor em pessoa. Basicamente, a gente pode resumir a mãe assim, uma das pessoas mais amorosas que tive o prazer de conviver — salienta Emerson.

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Esse é o perfil de quem sempre foi muito conhecida pelos inúmeros abraços que distribuía aos conhecidos do bairro Desvio Rizzo, onde residia e construiu sua história. Constantemente alegre, Julieta era daquelas pessoas que tinha um humor diferente e bem elaborado. Segundo o filho, por vezes até um pouco debochada. Vinda de uma geração que começou a trabalhar desde muito cedo, era uma batalhadora e que se aposentou depois dos 60. Tinha para si que o trabalho e a ajuda ao próximo eram essenciais na vida e isso é a grande lição que passou aos quatro filhos e que chegam agora aos três netos.

— Ela sempre ensinou a gente a trabalhar. Ajudou quem ela conseguiu e do jeito dela, sempre nos ensinou a dividir as coisas sem que aquilo fosse um problema, queria que fosse algo natural. Ela pensava além do carinho, na generosidade — destaca Emerson.

Só que esses últimos meses não foram nada fáceis. Em março, após reclamar de dores no abdômen, Julieta descobriu que estava com câncer no intestino e de uma forma muito agressiva e já adiantada. Ela foi internada para tratamento no Hospital Geral, mas acabou tendo também o diagnóstico positivo para a covid-19. 

A infecção acelerou um quadro que já se mostrava grave e abreviou sua vida. Da internação na UTI até o óbito, foram apenas três dias. Ficaram os exemplos para que a família prossiga firme e consiga repassar seus ensinamentos adiante.

— Foi uma pessoa muito forte, de uma família batalhadora. Sempre nos ensinou a ser forte, independente da situação — lembra Emerson.

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