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Pandemia20/06/2020 | 18h22Atualizada em 20/06/2020 | 19h26

Serra volta à bandeira laranja no distanciamento controlado

Mudança permitirá reabertura do comércio nas 49 cidades da região

Serra volta à bandeira laranja no distanciamento controlado Governo do RS / Divulgação/Divulgação
Foto: Governo do RS / Divulgação / Divulgação

A região da Serra, que inclui 49 municípios da região, deixou a bandeira vermelha e voltou à bandeira laranja no modelo de distanciamento controlado do governo do Estado. A mudança do nível alto para o médio de risco de contágio pelo novo coronavírus foi anunciada neste sábado (20) e as regras passam a valer a partir da próxima terça (23) e até o dia 29 deste mês.

A principal mudança é reabertura do comércio de rua com 50% da capacidade de operação. Desde a última segunda-feira, apenas os serviços essenciais podiam funcionar. A estimativa de perda do Sindicato dos Lojistas de Caxias é de R$ 2 milhões por dia de fechamento. O entendimento da entidade é de que após a reabertura a recuperação do setor ainda será lenta. 

Depois do anúncio do governado estadual, no sábado passado, da regressão de bandeira na Serra, houve revolta por parte dos prefeitos e, em algumas cidades, desobediência, principalmente, em relação ao comércio que permaneceu funcionando em alguns municípios, como Vacaria, Farroupilha e Garibaldi. O governo fez uma análise dos pedidos dos prefeitos mas, na terça-feira, manteve a bandeira vermelha para toda a região. Garibaldi ingressou com ação na Justiça para tentar manter as lojas abertas, chegou a ter decisão liminar favorável, na sexta-feira, mas ela foi derrubada pelo Tribunal de Justiça na madrugada deste sábado, após recurso do Estado. 

Lembrando que São Francisco de Paula e Cambará do Sul pertencem a região de Taquara e seguem na bandeira amarela.

No Estado, a alteração mais significativa foi a passagem da Região Metropolitana para bandeira vermelha.

Veja o histórico de troca de bandeiras na região:

:: A região de Caxias do Sul que abrange 49 cidades foi classificada como de risco médio na primeira avaliação do governo do Estado em 9 de maio.
:: Permaneceu na mesma condição por outras sequentes quatro rodadas de avaliação que ocorrem a cada semana.
:: No dia 13 de junho, na sexta rodada, regrediu para a bandeira vermelha que significa região com risco alto de contágio e que determina fechamento de comércio e de serviços que não forem essenciais, entre outras restrições referentes a atividades econômicas.
:: O que pesou para a queda na classificação foi o crescimento de 173,9% nos registros de hospitalizações confirmadas para covid-19 nas duas semanas anteriores à análise. A região tinha passado de 23 para 63 hospitalizações, o que indicava forte alerta, pois se trata da velocidade do avanço da pandemia, com efeitos que podem permanecer por mais semanas.
:: A reclassificação já era esperada depois que, no dia 11, o governo anunciou o endurecimento dos critérios do programa, diante do aumento de contaminações, mortes e internações em UTI no Rio Grande do Sul. Dos 11 indicadores levados em conta para classificar regiões, o Palácio Piratini alterou quatro e apertou o ponto de corte em sete. As análises ficaram mais sensíveis para redução de leitos disponíveis, aumento de internações em UTI e óbitos prováveis. Esse último significa que o governo passou a projetar o números de mortes nas semanas seguintes em vez de olhar para estatísticas de dias anteriores na tentativa de se antecipar a um possível esgotamento de leitos. 

Confira as determinações para a bandeira laranja:

Restaurantes, lancherias e padarias
:: Podem funcionar no sistema a la carte, prato feito e bifê sem autosserviço com 50% dos funcionários, além dos sistemas take away (pegue e leve), tele-entrega e drive thru. 

Hotéis
:: Poderão funcionar com 50% dos quartos.

Hotéis em beira de estrada ou rodovias
:: Podem operar com 100% dos quartos.

Comércio varejista e atacadista de rua
:: Não essenciais podem atuar com 50% dos trabalhadores ou nas outras modalidades de take away, tele-entrega e teletrabalho.
:: Essenciais podem operar com 75%, nas mesmas modalidades.

Centros comerciais ou shoppings
:: Segue os mesmos critérios do comércio de rua, mas com restrição de 50% da lotação.

Revendas e oficinas mecânicas
:: Podem funcionar com 50% dos funcionários.

Comércio varejista de produtos alimentícios
:: Podem operar com 75% dos trabalhadores no sistema presencial restrito e outras modalidades de take away, tele-entrega e teletrabalho.

Postos de combustíveis
:: Podem operar com 75% dos trabalhadores no sistema presencial restrito e sem gerar aglomerações.

Indústria
:: É dividida por setores, como construção, alimentos, têxteis, vestuário, móveis, veículos, couros, calçados, metalurgia, informática e etc. A maioria poderá atuar com 75% dos trabalhadores, à exceção da construção (50%) e alimentos, bebidas e farmoquímicos e farmacêuticos (100%).

Transporte municipal de passageiros
:: Poderá funcionar com 60% da capacidade do veículo e o intermunicipal com 75%.

Casas noturnas, bares, pubs, eventos e parques temáticos
:: Continuam com abertura proibida.

Cinemas, teatros,  casas de espetáculos (dança, circo e similares)
:: Podem funcionar com 25% dos trabalhadores exclusivo para produção cultural, sem público espectador.

Museus, bibiliotecas, arquivos, acervos e similares, ateliês e associações ligadas à cultura (tradicionalistas)
:: Podem funcionar com 25% dos trabalhadores com atendimento individualizado, com agendamento (consulta local ou pegue e leve).

Academias de ginástica (inclusive em clubes), clubes sociais e esportivos
:: Podem operar com 25% dos trabalhadores. No caso dos clubes, com atendimento individualizado dos atletas profissionais e amadores por ambiente.

Cabeleireiros e barbeiros
:: Podem operar com 25% dos trabalhadores.

Lavanderias
:: Podem funcionar com 50% dos funcionários.

Imobiliárias, escritórios de advocacia e contabilidade
:: Podem atuar com 50% dos funcionários.

Agência de turismo, excursões
:: Podem funcionar com 25% dos trabalhadores.

Correios
:: Podem funcionar com 75% dos trabalhadores.

Saúde e assistência social
:: Podem atuar com 100% dos trabalhadores, incluindo modalidades de teletrabalho e teleatendimento.

Assistência veterinária
:: Podem funcionar com 75% dos trabalhadores.

Missas ou cultos religiosos
:: Permitidos desde que com 25% do público, conforme a capacidade.

Bancos e lotéricas
:: Podem operar com 75% dos funcionários.

Segurança pública e fiscalização
:: Atuarão com 100% do efetivo.

Segurança e vigilância privadas
:: Podem trabalhar com 75% dos funcionários.

CFCs
:: Podem atender com 75% dos trabalhadores, por meio de ensino remoto (aula teórica), atendimento individualizado (documentos e aula prática).

Funerárias e serviços de utilidade pública como água e eletricidade
:: Podem funcionar com 100% dos trabalhadores.

Estacionamentos
:: Podem abrir com 100% dos trabalhadores.

Faxineiros, cozinheiros, motoristas, babás, jardineiros e similares
:: Podem atuar com 50% dos trabalhadores.
Fonte: governo do Estado

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