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Pandemia20/06/2020 | 19h32Atualizada em 20/06/2020 | 19h32

O que fez a Serra retornar à bandeira laranja

Abertura de 31 novos leitos foi fundamental para a mudança de categoria das 49 cidades da região

O que fez a Serra retornar à bandeira laranja Governo do RS / Divulgação/Divulgação
Foto: Governo do RS / Divulgação / Divulgação

A união das prefeitura da Serra em abrir novos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) deu resultado. Os 31 novos leitos desse tipo inseridos no sistema do Estado até a sexta-feira garantiram à região a reclassificação no modelo de distanciamento controlado.

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 A mudança do nível alto para o médio de risco de contágio pelo novo coronavírus foi anunciada neste sábado (20). Com isso, os 49 municípios da região que é liderada por Caxias do Sul (cidade com maior população entre eles) deixam a bandeira vermelha e voltam às regras da bandeira laranja a partir da próxima terça (23) e até o dia 29 deste mês.

O que fez a diferença na reavaliação estadual sobre a situação da Serra foi o registro dos novos leitos da região, entre a quarta (17) e a quinta-feira (18), junto à Secretaria Estadual da Saúde (SES), o que aumentou a capacidade na área de cobertura de Caxias para 224 unidades. Foram cinco em Caxias, instalados no Hospital da Unimed; oito em Gramado, no Hospital Arcanjo São Miguel; cinco em Farroupilha, no Hospital São Carlos; 13 em Bento Gonçalves, no Hospital Tacchini.

Durante a apresentação dos dados, o governador Eduardo Leite, mostrou que, na última semana, as hospitalizações subiram de 63 para 76 em Caxias, mas, apesar de ter aumentado, não ocorreu na mesma proporção da semana anterior quando tinha passado de 23 para 63. Ainda houve aumento no número de leitos livres para atender pacientes com covid-19 que eram 33  e passaram para 82 com a abertura dos novos.


_ Houve uma grande melhoria da oferta de leitos na região da Serra gaúcha, mobilização dos prefeitos e diversas outras ações, inclusive do governo do Estado, que ajudaram a aumentar a disponibilidade de leitos _ disse o governador.

O número de internações por síndrome respiratória aguda grave teve variação negativa, caindo de 71 para 51. Os internados com covid-19 em leitos clínicos subiram de 26 para 47.

_ É um alerta importante, o aumento de internações em leitos clínicos para covid naquela região _ acenou o governador.

Ainda houve redução entre os confirmados com covid-19 em UTIs de 44 para 39.

_ Tinha saído de em torno de 20, até início do mês de junho, pulou para 44, e esse aumento foi o que gerou a preocupação com a região de Caxias do Sul, porque se seguisse nesse ritmo poderia significar um colapso nos leitos disponíveis, mas parou de subir nesse ritmo _ ponderou Leite. 

A quantidade de recuperados se mantém na mesma proporção, são 367 ativos para 858 recuperados. E o número de óbitos que foi nove na semana anterior caiu para oito, o que ajuda a reduzir a projeção de mortes para a próxima semana. 

Veja o histórico de troca de bandeiras na região:

:: A região de Caxias do Sul que abrange 49 cidades foi classificada como de risco médio na primeira avaliação do governo do Estado em 9 de maio.

:: Permaneceu na mesma condição por outras sequentes quatro rodadas de avaliação que ocorrem a cada semana.

:: No dia 13 de junho, na sexta rodada, regrediu para a bandeira vermelha que significa região com risco alto de contágio e que determina fechamento de comércio e de serviços que não forem essenciais, entre outras restrições referentes a atividades econômicas.

:: O que pesou para a queda na classificação foi o crescimento de 173,9% nos registros de hospitalizações confirmadas para covid-19 nas duas semanas anteriores à análise. A região tinha passado de 23 para 63 hospitalizações, o que indicava forte alerta, pois se trata da velocidade do avanço da pandemia, com efeitos que podem permanecer por mais semanas.

:: A reclassificação já era esperada depois que, no dia 11, o governo anunciou o endurecimento dos critérios do programa, diante do aumento de contaminações, mortes e internações em UTI no Rio Grande do Sul. Dos 11 indicadores levados em conta para classificar regiões, o Palácio Piratini alterou quatro e apertou o ponto de corte em sete. As análises ficaram mais sensíveis para redução de leitos disponíveis, aumento de internações em UTI e óbitos prováveis. Esse último significa que o governo passou a projetar o números de mortes nas semanas seguintes em vez de olhar para estatísticas de dias anteriores na tentativa de se antecipar a um possível esgotamento de leitos. 

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