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Maior prevenção02/06/2020 | 11h00Atualizada em 02/06/2020 | 11h47

Número de incêndios em casas e empresas cai 12% durante a pandemia em Caxias do Sul

Ocorrências em terrenos baldios e vegetação, no entanto, cresceu 600%

Número de incêndios em casas e empresas cai 12% durante a pandemia em Caxias do Sul Corpo de Bombeiros Caxias/Divulgação
Foto: Corpo de Bombeiros Caxias / Divulgação

A maior permanência da população em casa resultou na redução no número de incêndios em residências e estabelecimentos comerciais e industriais de Caxias do Sul desde o início da pandemia. Entre os dias 18 de março deste ano até esta segunda-feira (1º), foram 45 ocorrências, segundo dados do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5ºBBM), uma queda de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A explicação, de acordo com o comandante do 5ºBBM, tenente-coronel Julimar Fortes Pinheiro, é que pequenas chamas têm mais chances de serem extintas quando os moradores estão em casa.

— A presença das pessoas em casa, por vezes, é inibidora de alguns fatores que causam incêndios. Princípios de incêndios que evoluiriam para incêndios de maiores proporções acabam sendo minimizados — afirmou Pinheiro em entrevista ao Gaúcha Hoje, da Gaúcha Serra.

Apesar da queda no número de ocorrências nos últimos meses, existe a preocupação com a aproximação dos dias frios, que tradicionalmente registram aumento no número de chamados aos bombeiros. Nesses períodos, as principais causas de incêndio costumam estar relacionadas ao aquecimento das casas. E embora a presença das pessoas nas residências possa resultar em maior cuidado, também se projeta um aumento na utilização de equipamentos para combater as baixas temperaturas.

— Por questão de descuido ou por falha de equipamentos, há períodos de maior incidência no inverno. Agora com as pessoas em casa, elas vão buscar maneiras de se manterem aquecidas. Pedimos que continuem tomando os devidos cuidados — observa.

Outra boa notícia é que a pandemia também fez com que a corporação conseguisse aumentar o efetivo disponível para atender toda a cidade. Isso porque parte dos servidores que atuam no quartel do aeroporto de Caxias do Sul foram deslocados para outras unidades da cidade com a suspensão dos voos comerciais. Um grupo de bombeiros, contudo, é mantido no terminal à disposição dos voos privados que seguem em operação.

Um reforço no quadro de servidores do 5º BBM, incluindo quartéis de Caxias, também é esperado até o fim do ano, embora o número não esteja definido. Os novos bombeiros sairão de uma turma de 100 novos soldados prestes a concluir o curso de capacitação. O treinamento de 22 dos servidores ocorre em Bento Gonçalves.

— O fato de ter o centro de capacitação e treinamento em Bento Gonçalves já nos favorece para que a gente pleiteie junto ao comando um número considerável — destaca o tenente-coronel.

Apesar disso, o quartel da zona norte deve permanecer fechado no curto prazo. O plano da corporação é somente reativar a unidade quando for possível. Para isso, será preciso realizar uma reforma completa no prédio e ter efetivo suficiente para o funcionamento 24 horas.

— Em decorrência da falta de uso, a própria população tem visto o quartel ser literalmente saqueado — revela.

Em vegetação, aumento foi expressivo

Mas os números não são somente positivos nesses primeiros meses, entre 18 de março e esta segunda-feira: quando se considera terrenos baldios e vegetação, houve um aumento de 600% no número de incêndios somente em Caxias, segundo Pinheiro, eme relação ao mesmo período do ano passado. Em 2020, os bombeiros contabilizam 238 chamados. O motivo foi a estiagem que atingiu a região.

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