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Pandemia17/06/2020 | 10h23Atualizada em 17/06/2020 | 11h59

Hospitais de Caxias e Vacaria vão receber respiradores do Ministério da Saúde

As outras instituições que vão receber respiradores ficam em Uruguaiana, Rosário do Sul, Santo Ângelo e Erechim

Hospitais de Caxias e Vacaria vão receber respiradores do Ministério da Saúde Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Pompéia está entre os hospitais que vão receber respiradores Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
Gaúcha Serra

Dois municípios da Serra vão receber respiradores enviados pelo Ministério da Saúde. Os equipamentos já estão com a Secretaria Estadual da Saúde e, nos próximos dias devem ser encaminhados ao Hospital Pompéia, de Caxias do Sul, e ao Nossa Senhora da Oliveira, de Vacaria. A informação foi divulgada pela titular da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Tatiane Misturini Fiorio, em entrevista ao Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra na manhã desta quarta-feira (17).

Para o município mais populoso da Serra, serão destinados de cinco a sete equipamentos. A definição ainda depende da avaliação da estrutura, já que a montagem de leitos de UTI precisa também de outros aparelhos, como monitores, bombas de infusão e camas. Já para o hospital de Vacaria, serão cinco respiradores.

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Os equipamentos são fundamentais para tratar casos mais graves da covid-19 e o reforço ocorre em um momento crítico para a Serra, que entrou na bandeira vermelha do sistema de distanciamento social controlado do governo do Estado pelo avanço do coronavírus. Prefeitos querem a divisão da Serra em três regiões (Uva e Vinho, Campos de Cima da Serra e Hortênsias) para a avaliação dos critérios do Piratini para definição da bandeira. A situação será avaliada pelo governo, mas Tatiane entende que existem dificuldades para realizar essa alteração:

— Toda a divisão de regiões que foi pensada e elaborada foi em cima das nossas referências em leitos hospitalares e de UTIs. Vamos supor assim: na região dos Campos (de Cima da Serra), tem um hospital, que é o hospital de Vacaria, que dá suporte para os nove municípios daquela região. Então, num momento de crescimento, num momento de maior utilização, o hospital sozinho não tem condições de dar conta de atendimentos para toda a região. Então, as nossas referências primárias são os leitos localizados em Caxias do Sul.

Confira a entrevista na íntegra:

Tatiane também explicou que para o funcionamento dos leitos de UTI é feita a pactuação de recursos. Isso significa que o dinheiro que seria destinado a determinado município que não tem a unidade é remanejado para os que oferecem o serviço. Por exemplo: Caxias do Sul tem direito a verbas não apenas referentes aos moradores dos próprio município, mas também a de outras cidades sem UTI que mandam pacientes para atendimento nos hospitais do município, que é a principal referência para saúde da região.

No início da manhã desta quarta-feira, a taxa de ocupação das UTIs na região estava em 71,4%, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde. São 143 leitos ocupados de um total de 193.

As outras instituições que vão receber respiradores ficam em Uruguaiana, Rosário do Sul, Santo Ângelo, Vacaria e Erechim. 

Medicamentos e profissionais

A coordenadora de Saúde também comentou que existe uma certa dificuldade em conseguir determinados remédios, principalmente drogas anestésicas. Segundo ela, os laboratórios não estão conseguindo insumos para fabricar os medicamentos e o assunto está sendo tratado pelo Ministério da Saúde. Outro problema criado pela pandemia é o afastamento de profissionais de saúde com suspeita ou confirmação de covid-19, além daqueles que fazem parte dos grupos de risco. Apesar de reconhecer que a região enfrenta essa dificuldade, Tatiane garantiu que a situação ainda não é crítica.

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