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Curado12/06/2020 | 19h02Atualizada em 12/06/2020 | 20h18

Família do primeiro paciente que recebeu plasma convalescente se mostra otimista com recuperação

Tarcísio Giongo, de 63 anos, segue na UTI em sua luta contra o coronavírus

Família do primeiro paciente que recebeu plasma convalescente se mostra otimista com recuperação Andreia Copini/Secretaria Municipal da Saúde
Foto: Andreia Copini / Secretaria Municipal da Saúde

A esperança é um sentimento presente na família de Tarcísio Giongo. Aos 63 anos, ele está na luta contra os efeitos do coronavírus na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Virvi Ramos, em Caxias do Sul. Morador de Garibaldi, Giongo foi o primeiro paciente a realizar o transplante de plasma convalescente contra a covid-19, em 26 de maio. A doação veio de um professor e pesquisador de Porto Alegre Fábio Klamt, 44, que havia se recuperado da doença.

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Passadas pouco mais de duas semanas desde que o procedimento foi realizado, ele está há mais de 48h sem a necessidade de auxílio mecânico para respirar.

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Um dos primeiros passos da recuperação de Giongo, após deixar a sedação, foi reconhecer o filho Anderson em uma das visitas da família ao hospital.

— Foi emocionante. Todos os enfermeiros estavam lá. Ele está ainda meio "grogue" por causa dos remédios. Daí ele me viu e deu um sorriso, como se tivesse me reconhecido. Daí a enfermeira perguntou se ele tinha me reconhecido e ele fez o sinal de positivo — conta Anderson,  falando do sentimento que teve ao saber dos primeiros passos da recuperação do pai:

— Foi um alívio. Porque a intubação traz dois riscos. O primeiro, nos pulmões. O segundo, por conta da sedação, que pode ser que fique algum problema cerebral. Ele demorou sete dias para abrir os olhos e não conseguiu reconhecer minha mãe. Não conseguiu ver ela. No oitavo dia eu fui e ele me reconheceu  — descreve Anderson.

Há 48 dias no hospital, Tarcísio tem chance de deixar a UTI na próxima semana, caso a evolução do quadro clínico continue apresentando melhora. Desde os sintomas iniciais até os primeiros sinais de melhora, a família vive as aflições de acompanhar, à distância, a evolução do vírus em Giongo.

— Desde que recebemos a confirmação até a internação e a intubação, sempre foram notícias ruins. Quem nunca teve a experiência e ouvir pela primeira vez a palavra UTI, assusta todo mundo — admite Anderson, contando que o agravamento da covid-19 não foi tão rápido:

— Ele foi intubado só no 17º dia do vírus. Em casa, estava com febre, fomos ao hospital e o pessoal mandou ele para casa. Levamos de novo e ele foi mandado outra vez para casa. No oitavo dia consecutivo de febre, levamos ele para Caxias porque tem plano de saúde. A médica só escutou os pulmões dele, percebeu que tinha alteração, pediu a tomografia  e internou. Ele foi intubado, mas estava consciente. A falta de ar só se agravou no último dia.

A possibilidade da realização do experimento com a transfusão de plasma animou a família em meio ao quadro preocupante de Tarcísio. 

— Nós já tínhamos lido. A pessoa em casa e o paciente internado, o que resta é ver notícias. Já tínhamos visto sobre isso. Foi a esperança. Já eram 2o dias que ele estava e não apresentava melhoras. Não piorou desde que foi intubado, mas ficava basicamente na mesma.  A doutora Eveline (Maciel Correa Gremelmaier, médica intensivista do Virvi Ramos) disse que existia a possibilidade do plasma, que seria difícil achar doadores, mas que iam atrás. E já começamos a procurar uma pessoa também, até que apareceu esse doador de Porto Alegre (Fábio Klamt) — conclui Anderson.

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