Decreto que restringe medidas em Caxias foi alternativa para evitar volta à bandeira vermelha, segundo secretário - Geral - Pioneiro

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Entrevista27/06/2020 | 13h17Atualizada em 27/06/2020 | 13h20

Decreto que restringe medidas em Caxias foi alternativa para evitar volta à bandeira vermelha, segundo secretário

Novas regras, no entanto, não foram suficientes para manter a cidade na bandeira laranja

Decreto que restringe medidas em Caxias foi alternativa para evitar volta à bandeira vermelha, segundo secretário Porthus Junior/Agencia RBS
Decreto da prefeitura de Caxias do Sul prevê fechamento de shoppings aos domingos Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O decreto municipal que fecha shoppings e mercados aos domingos e proíbe aglomerações em parques, publicado nesta semana, foi uma tentativa da prefeitura de evitar o retorno de Caxias do Sul à bandeira vermelha no modelo de distanciamento social. No entanto, a medida não foi suficiente e o governo estadual anunciou nesta sexta-feira (26) a mudança na região da Serra.

A alteração nas regras, conforme o secretário de Urbanismo, João Uez, é prejudicial aos segmentos econômicos. Em entrevista ao Gaúcha Hoje na Gaúcha Serra neste sábado (27), ele disse que a administração entende que é preciso cuidar da saúde, porém, uma nova parada será trágica para a economia da cidade. Por isso, o Executivo irá, por meio da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), apresentar recurso que será avaliado na segunda-feira:  

— A cidade tem cerca de 65 mil CNPJs ativos, é uma cidade totalmente empreendedora e com uma bandeira vermelha neste momento a economia vai sofrer muito. Já vem sofrendo. E, agora, com mais 15 dias, caso a gente permaneça na bandeira vermelha, é uma tragédia. Claro que temos que cuidar da saúde, mas junto com a saúde temos que cuidar da parte econômica porque a cidade não pode morrer em função da saúde, mas não pode morrer economicamente — destacou Uez, acrescentando que nove novos leitos de UTI devem ser abertos em Caxias na próxima semana, sendo dois na rede particular e mais sete na rede pública.

Até segunda-feira, Caxias permanece na bandeira laranja. Se não conseguir reverter a decisão do governo estadual, entra na vermelha na terça-feira. Enquanto isso, as medidas mais restritivas do decreto municipal já estão em vigor. Além do fechamento de shoppings, mercados, padarias e fruteiras aos domingos, a norma prevê, por exemplo, que praças e parques devem ser utilizados apenas para corridas e caminhadas; está proibido o consumo de bebida alcoólica em qualquer espaço público, sejam praças, parques ou similares assim como está vedada a venda de bebidas alcoólicas depois das 22h até as 7h do dia seguinte. Quem descumprir está sujeito à multa: 

— A gente espera que os proprietários entendam, é um dia somente de fechamento. As entidades estão trabalhando com seus associados. A gente espera que a população compreenda, mas uma parcela ainda não compreendeu a situação do coronavírus no município, prova disso é que ainda vem frequentando diversos locais públicos. Essa noite tivemos uma grande ação da Secretaria do Urbanismo juntamente com outros órgãos de segurança, a fim de fechar bares e aglomeração de pessoas. Essa parcela mínima, mas que existe, acaba prejudicando o todo. No último domingo tinha em torno de 1 mil pessoas no Jardim Botânico. Imagina se tem uma pessoa infectada lá a tragédia que pode causar.

Na noite desta sexta-feira (26) e madrugada deste sábado (27), uma ação fechou dois bares por descumprirem o decreto. Em um deles, havia 30 pessoas. Cinco foram multadas por estarem bebendo na rua e outras 11 por não usarem máscara de proteção. A multa para quem é pego bebendo é de R$ 172, 45, mesmo valor para quem estiver sem máscara.

Ouça a entrevista:

Bandeira vermelha

A bandeira vermelha é para municípios onde o risco é considerado alto e a região está em um de dois cenários: média propagação do vírus e baixa capacidade do sistema de saúde; ou média/alta capacidade do sistema de saúde, porém alta propagação do vírus. São diversas regras, entre elas, o fechamento do comércio varejista de itens não essenciais e a operação da indústria com 75% e 50% dos trabalhadores, dependendo do segmento. Serviços de higiene pessoal, como cabeleireiro e barbeiro, podem funcionar com 25% da mão de obra. 

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