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Distanciamento controlado28/06/2020 | 21h13Atualizada em 28/06/2020 | 21h13

Confira os argumentos para barrar a bandeira vermelha 

Prefeitos da região encaminharam recurso para que o Estado reveja a decisão anunciada na sexta-feira

Confira os argumentos para barrar a bandeira vermelha  Governo do RS / Divulgação/Divulgação
Foto: Governo do RS / Divulgação / Divulgação
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O recurso ao governo do Estado para que os municípios da Serra permaneçam na bandeira laranja foi encaminhado sábado. A alegação é de que a região foi severamente atingida pelos dados dos últimos boletins epidemiológicos do Comitê Estadual e do governo estadual, havendo disparidades e informações conflitantes com as de âmbito local.

O documento assinado pelo presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda (PP), vai em nome também da Associação dos Municípios dos Campos de Cima da Serra (Amucser) e Associação dos Municípios de Turismo da Serra (Amserra), representando os municípios da Região de Agrupamento Serra/Caxias do Sul.

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É aguardada para esta segunda-feira (29) a resposta do Estado, sendo solicitada a revisão dos cálculos com os dados apresentados no recurso. Se a contestação não for aceita, a bandeira vermelha passa a valer a partir de terça-feira (30), com o fechamento mais uma vez do comércio, do setor de serviços e outros serviços não essenciais, além de restrições na indústria. 

Na sexta-feira, o governo gaúcho justificou que "a região foi agravada pelos dois indicadores de incidência de novos casos sobre a população, pela mudança da capacidade de atendimento da macrorregião e, assim como as demais regiões covid, pelo impacto da alteração para bandeira vermelha no indicador de capacidade de atendimento mensurada pelo Estado como um todo".  Outro dado que agravou a situação da Serra foi a projeção do número de mortes. Na rodada anterior, a região estava com bandeira laranja neste item e foi para a preta no apontamento atual. Essa projeção aponta que, a partir do dia 6 de julho, haverá 18 mortes em 14 dias. 

Os dados contabilizados no recurso são do período de 18 a 25 de junho. O maior desequilíbrio registrado entre os números do governo e dos municípios refere-se às hospitalizações, segundo o presidente da Amesne.

– São 51 e não 76 novas hospitalizações consideradas para o cálculo. Este número é suficiente para permanecermos na bandeira laranja – argumenta o prefeito Breda.

Entre os indicadores contestados, além das hospitalizações, está a metodologia de cálculo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), afirmando que não devem ser contabilizados os suspeitos e não confirmados. O total de casos ativos até o último dia, segundo o recurso dos municípios, é 429 e não 446. E o número de óbitos correto é 13 e não 16 casos.

"A constatação equivocada pelo Estado, acerca do número de mortos é expressiva e deve ser revisada. São 13 óbitos no período", diz o documento.

Novos leitos de UTI

Outro fator destacado no documento é a ampliação de leitos na região. Consta que, segundo informação encaminhada pela coordenadora de Saúde da 5ª Coordenadoria da Saúde, Tatiane Misturini Fiorio, a região se mobilizou e disponibiliza o acréscimo de mais 16 Leitos de UTI: sete no Hospital Pompéia, dois no Círculo Operário, ambos de Caxias do Sul; quatro no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria; e três no Hospital São Carlos, de Farroupilha.

Conforme Breda, os leitos de Vacaria e do Pompéia estarão disponíveis até o dia 1º de julho. Os do Círculo e de Farroupilha já estão habilitados.

– Em 16 de junho eram 193 leitos de UTI na região. Agora são 231. Olha a força tarefa que foi feita. Tem todos os elementos para reverter, permanecendo na bandeira laranja, a não ser que não acatem nada – diz Breda.

O prefeito de Caxias do Sul, Flávio Cassina (PTB), diz que tem confiança total na reversão da decisão, evitando que o município passe mais uma vez para a bandeira vermelha.

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