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Coronavírus14/06/2020 | 19h53Atualizada em 14/06/2020 | 19h56

CIC de Bento Gonçalves divulga dados que indicariam controle da pandemia no município

Entidade empresarial questiona decisão tomada pelo governo do Estado

CIC de Bento Gonçalves divulga dados que indicariam controle da pandemia no município Roni Rigon/Agencia RBS
Quadto atual, segundo entidade, não compromete capacidade hospitalar da cidade Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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O Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG)  adotou postura de inconformidade e repúdio diante da determinação que migra a Serra para a bandeira vermelha, medida que restringe novamente o funcionamento do comércio e serviços, além de condicionar o quadro de funcionários da indústria e de outros segmentos.

Sem novos casos confirmados neste domingo, Bento tem 790 pacientes infectados, sendo 671 casos recuperados e 24 óbitos.  

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Segundo informou em nota, o CIC-BG está há mais de 60 dias monitorando os dados da evolução da covid-19 no município. Estudos conduzidos pela entidade indicam que, conforme dados atualizados dia 12 de junho, a cidade está com cenário 25% abaixo do pior cenário estimado.

A partir de 29 de maio o número de casos efetivos começou a cair, mantendo-se abaixo de 150. O surgimento de novos casos, desde 19 de maio, tem sido linear, segundo o CIC-BG, o que permite identificar a estabilidade do cenário e prever que o município pode apresentar até 13 casos diários, em média, e um efetivo médio de 130 pacientes.

"Se a cidade mantiver o número de efetivos abaixo de 150, isso não compromete a estrutura hospitalar e a capacidade de atendimento, tanto de leitos quanto de respiradores. Já era um cenário previsto e a rede de saúde está pronta para isso", afirma Rogério Capoani, presidente da entidade.

O CIC-BG também reforça que, desde o início da pandemia, o município manteve, em média, a seguinte necessidade hospitalar: 77% dos efetivos em tratamento domiciliar; 11% de ocupação de leitos hospitalares e 10% de pacientes na UTI. Dados do dia 12 de junho indicam a disponibilidade de, pelo menos, 30% dos leitos de UTI na rede pública e mais de 50% na privada. A entidade reforça que a segurança quanto à capacidade de atendimento encontra apoio em outro dado: a cada 10 infectados, dois precisam de atendimento hospitalar, mas não necessariamente de respirador _  e a cidade tem, para cada 10 pacientes positivos, nove respiradores disponíveis. A nota ainda conclui que somado a esses indicadores, o dado mais impactante é este: por três semanas consecutivas o número de curados ultrapassa o número de novos casos. Esse é um indicativo de que a pandemia está controlada. 

"Os números mostram, portanto, uma situação sob controle. Isso não significa que devamos abrir mão dos cuidados, das medidas protetivas e do compromisso com o retorno responsável _ mas certamente justificam que não devemos estar em situação de bandeira vermelha", explica Capoani, no comunicado.

PERDAS

O CIC-BG informa que está articulando contatos com entidades do município e também de cidades vizinhas da região, com a Assembleia Legislativa e com o poder Legislativo local buscando contrapor enfática e veementemente a decisão tomada pelo governo do Estado.

Para a entidade empresarial, a nova parada das atividades para os segmentos do comércio e prestação de serviços, bem como a obrigatoriedade da redução das capacidades de todos os setores produtivos, trará perdas significativas, encaminhando a região para um cenário irreversível em um futuro muito próximo. 

"Com muito esforço e dificuldade as empresas vinham começando, timidamente, a se restabelecer em suas atividades. Uma regressão, agora, será fatal e poderá concretizar àquele que tem sido, desde o início, nosso maior temor: o caos social", enfatiza o presidente do CIC-BG.

 
 
 

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