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Segurança02/06/2020 | 21h34Atualizada em 02/06/2020 | 21h34

Aumento do consumo de drogas e tráfico no Morro do Sabão preocupam moradores da região

Subida da Rua Borges de Medeiros tem maior presença de usuários de crack

Aumento do consumo de drogas e tráfico no Morro do Sabão preocupam moradores da região Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Uma cena que já estava comum se tornou ainda pior durante a pandemia do novo coronavírus. A subida da Rua Borges de Medeiros e o cruzamento das ruas Antônios Nakhoul El Andari e Heitor Curra, ao lado do Mato Sartori, tem reunido cada dia mais pessoas para o consumo de drogas. Desde o início da quarentena, porém, a situação no conhecido Morro do Sabão ou Cracolândia passou para outro patamar. 

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— Tem chamado a atenção que, além dos usuários, está ocorrendo também o tráfico, coisa que não existia aqui. Então a coisa está ficando mais pesada. Antes não havia gente vendendo, só consumindo — relata uma moradora, que prefere não se identificar, por  segurança. 

Além da mudança de perfil dos frequentadores da região, a área, que fica entre os bairros Primeiro de Maio, Centro e Madureira, teve um notável crescimento de pessoas no período de isolamento social. Em alguns horários, segundo relatos de moradores da região, há um acúmulo de quase 50 pessoas, enquanto a média normal era de, no máximo, 15. 

Outra situação que alerta para o aumento do tráfico é a intensa busca de pessoas que não ficam na região, mas passam apenas para buscar a droga e seguem viagem. 

— Têm uns dois ou três que ficam vendendo. As pessoas param de carro, de táxi, de moto — relata a moradora, que conta que existe a presença da segurança, mas com pouca mudança:  

— Às vezes, a polícia para, dá umas batidas, mas não acontece nada. Eles ficam uns 10 ou 15 minutos ali e vão embora. É um lugar que dá muita briga, é uma confusão 24 horas por dia.

Ação conjunta necessária

Segundo o diretor da Guarda Municipal, Jeferson Vargas, o trabalho na região do Morro do Sabão deve ser tratado além de uma situação de segurança pública.  

— Ali não é nem só questão de segurança, mas precisa de uma abordagem social, se é que já não ocorreu em outros momentos, de identificar essas pessoas. Se já foi feito algo do tipo, daí sim tratar a segurança e a abordagem destes indivíduos para que não interfira nas pessoas que moram ao redor. É prejudicial aquela cena todos os dias — afirma Vargas, com o entendimento da necessidade do trabalho aprofundado na área: 

— A gente sabe que essa região, por si só, já é histórica nessa questão do consumo de drogas. Por isso a necessidade dessa atuação social conjunta. Somente atuar com abordagem e prisão é enxugar gelo. Teria que encontrar uma alternativa fora disso aí. 

Sobre a denúncia de que há tráfico em via pública na região, Vargas não confirma quantas vezes essa situação já chegou à Guarda, mas garante que os trabalhos são realizados frequentemente: 

— Certamente, em conjunto com outros órgãos, já foi feito algo para coibir e diminuir essa questão.

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