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Projeto em andamento15/05/2020 | 21h03Atualizada em 15/05/2020 | 21h03

Ventilador pulmonar produzido em Caxias tem bom desempenho no primeiro teste em paciente

Após liberação da Anvisa, pelo menos 300 aparelhos serão destinados a hospitais da região

Ventilador pulmonar produzido em Caxias tem bom desempenho no primeiro teste em paciente Hospital Geral/Divulgação
Após liberação da Anvisa, pelo menos 300 aparelhos deverão ser destinados a hospitais da região Foto: Hospital Geral / Divulgação

A etapa mais aguardada do projeto de produção local do ventilador pulmonar Frank 5010, desenvolvido por um grupo de engenheiros voluntários sob coordenação do TecnoUCS e orientação do Hospital Geral (HG), de Caxias do Sul, ocorreu com sucesso nesta sexta-feira (15). O aparelho, criado para suprir a falta de respiradores no mercado nacional diante da pandemia do novo coronavírus, teve seu desempenho aprovado após ser utilizado em uma paciente internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

O equipamento será apresentado, neste sábado (16), ao governador do Estado, Eduardo Leite, durante a entrega de 10 novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Geral de Caxias do Sul.

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Segundo Alexandre Avino, diretor técnico do HG, um primeiro teste em um suíno já havia sido realizado na quarta-feira (13), demonstrando bons resultados que garantiram a permissão da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para a aplicação em humanos. Além do teste realizado nesta sexta-feira, das 14h30min às 15h30min, o dispositivo será aplicado em outros nove pacientes, completando o projeto de pesquisa do ventilador pulmonar e compondo um conjunto de processos para a homologação do equipamento pela Anvisa.

— Tudo se resumiu a hoje, este funcionamento era decisivo pois se não mantivesse os parâmetros teríamos que repensar tudo. Felizmente, ele repetiu a performance e acreditamos que repitirá nos próximos pacientes — afirma o diretor.

De acordo com ele, os resultados obtidos pelo Frank 5010 podem ser considerados perfeitos, pelo fato do aparelho ter mantido adequadamente o ciclo respiratório e a eficiência no processo de ventilação pulmonar da paciente. Para o médico, os dados obtidos pela pesquisa e a pela avaliação clínica demonstram que o equipamento apresentou segurança e confiabilidade em seu primeiro uso com humanos.

Os três primeiros aparelhos prontos para uso foram entregues há apenas uma semana no HG. Em uma corrida contra o tempo, os envolvidos com o projeto agora mantém contato permanente com a Anvisa para a liberação dos aparelhos. Conforme Avino, peças já foram adquiridas para a produção de 300 unidades destinadas a hospitais da cidade e região. 

O objetivo do projeto é suprir a alta demanda por respiradores durante a pandemia. Os equipamentos serão disponibilizados no valor de R$ 20 mil. Segundo o diretor técnico, atualmente, os poucos aparelhos encontrados no mercado são de baixa qualidade e com valores que chegam a R$ 200 mil.

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