Responsáveis por obra embargada após casos de coronavírus em Gramado terão que apresentar plano de contingência - Geral - Pioneiro

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Notificadas21/05/2020 | 14h00Atualizada em 21/05/2020 | 14h00

Responsáveis por obra embargada após casos de coronavírus em Gramado terão que apresentar plano de contingência

Parte dos operários infectados estavam alojados em Canela, que entrou na Justiça após eles descumprirem isolamento

Responsáveis por obra embargada após casos de coronavírus em Gramado terão que apresentar plano de contingência Carlos Borges/Divulgação
Interdição ocorreu na manhã de sexta-feira (15) Foto: Carlos Borges / Divulgação

As 31 empresas envolvidas na construção de um hotel às margens da RS-235, em Gramado, foram notificadas pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia a apresentar um plano com medidas para garantir a segurança dos funcionários. As obras foram embargadas na última sexta-feira (15) após a prefeitura descobrir, por meio de um laboratório, que parte dos trabalhadores estavam com covid-19. O prazo para a entrega dos documentos termina nesta sexta-feira (22).

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Desde o último dia 13 a Vigilância Sanitária do município solicitava a relação de trabalhadores e onde eles estavam alojados. Como não houve resposta, a prefeitura decidiu interditar o canteiro de obras. A medida também foi tomada para que todos os funcionários fiquem em quarentena durante 14 dias. Ainda na sexta, a Secretaria do trabalho notificou as empresas para que entregassem até a última terça-feira (19) as informações solicitadas pela Vigilância Sanitária, além dos resultados de testes para a covid-19. Desta vez, o prazo foi cumprido.

De acordo com o gerente regional da Secretaria do Trabalho em Caxias do Sul, que também responde pela Região das Hortênsias, Vânius Corte, apenas uma das empresas envolvidas na obra tinha sete funcionários com coronavírus. O número total de infectados ainda está sendo contabilizado, mas, em média, 150 pessoas trabalhavam simultaneamente na obra.

O objetivo agora é rastrear todos os operários e garantir que eles, de fato, estão cumprindo o isolamento. Ao menos parte deles são de outros municípios e até de outros Estados. Três dos infectados, por exemplo, são de São Paulo e estavam em um alojamento em Canela. A Vigilância Sanitária do município constatou que eles desrespeitaram as regras de isolamento, indo a estabelecimentos comerciais e até realizando confraternizações. Por conta disso, a prefeitura conseguiu na Justiça que a empresa fosse obrigada a manter os funcionários em isolamento, além de ter que informar os nomes e endereços.

— Como a prefeitura tinha barrado as obras (por meio dos primeiros decretos de isolamento), quando elas voltaram foi uma loucura porque eles queriam correr atrás do prejuízo. Essa pressa toda que eles tiveram para retornar foi um tiro no pé — avalia Vânius.

A construção do hotel poderá ser retomada somente após o período de quarentena e depois dos fiscais da Secretaria do Trabalho verificarem que os planos de segurança propostos estão sendo seguidos. Todos os funcionários terão que realizar exames antes de retomar as atividades.

Após o episódio, a prefeitura de Canela passou a exigir testes a todos os trabalhadores de outras cidades que ingressem no município. Já Gramado, que optou por não mover nenhuma ação judicial, realizou barreiras sanitárias nos acessos ao município no fim de semana.

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