"Não são só números, são famílias destruídas", diz filho de idosa de Garibaldi morta por covid-19 - Geral - Pioneiro

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Pandemia20/05/2020 | 22h02Atualizada em 20/05/2020 | 22h02

"Não são só números, são famílias destruídas", diz filho de idosa de Garibaldi morta por covid-19

Neida Santos do Nascimento, 70 anos, foi o quarto óbito de Garibaldi; Serra já contabiliza 24 mortes

"Não são só números, são famílias destruídas", diz filho de idosa de Garibaldi morta por covid-19 Divulgação / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

A morte de Neida Santos do Nascimento, 70 anos, aumentou para quatro o número de óbitos por covid-19 contabilizados em Garibaldi. Moradora do bairro São Francisco há cerca de 15 anos, ela foi internada no Hospital São Pedro com sintomas ainda no dia 1º de maio, sendo dois dias depois transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Canoas, onde teve óbito registado na madrugada desta quarta-feira (20).

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No boletim estadual são contabilizadas 161 mortes pela doença, sendo 24 delas em cidades da Serra. Os números — que aumentam a cada dia — talvez não choquem tanto quando não se tratam de pessoas conhecidas ou, ainda, de familiares mais próximos.

— Essas 161 mortes não são apenas números, são famílias destruídas — avalia Tiago Camargo do Nascimento, 31, o mais novo dos três filhos de Neida.

Mesmo morando em Soledade, ele conta que acompanhou de perto todo o período de internação da idosa, que morava com o marido, Evaldo Camargo do Nascimento e o filho, Marcos Antônio do Nascimento. Após o sepultamento, que ocorreu em um jazigo da família na cidade de Novo Hamburgo, o filho lembra com saudades da última vez que viu sua mãe.

— Consegui falar com ela no dia 3, quando ela foi transferida, mas por alguns minutos. Foi apenas para tranquilizar e dizer que ela estava indo para um hospital com mais recursos e que tudo daria certo — lembra Nascimento.

Comorbidades como diabetes e hipertensão agravaram o quadro de Neida, que acabou tendo diversas complicações ao longo dos 17 dias que permaneceu internada na UTI.

Segundo o filho, a idosa, que sempre foi dona de casa, era ativa, gostava de cuidar das flores e também era a principal cuidadora do marido, que sofre de mal de Parkinson. Desde o início das campanhas para isolamento como forma de prevenção à covid-19, tanto  Neida, quanto o seu Evaldo, permaneceram em casa, com auxílio do filho que residia com eles e da outra filha, Susana Camargo do Nascimento, que também mora em Garibaldi.

— Ela respeitou 100% o isolamento. Até a vacina da gripe ela recebeu em casa. Quando começou a apresentar sintomas, pensamos que fosse por causa da vacina, mas como demorou a passar, meus irmãos levaram ela para o hospital — relata Nascimento.

Cerca de dez dias depois da internação de Neida, o marido dela, que tem 74 anos, também precisou de atendimento hospitalar por ter contraídos coronavírus. Ele recebeu alta e passa bem.

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