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Trânsito17/05/2020 | 20h47Atualizada em 17/05/2020 | 20h53

Mortos em acidente em Campestre da Serra moravam no mesmo terreno, em Caxias do Sul

Cinco ocupantes do carro eram todos de um mesmo grupo familiar 

Mortos em acidente em Campestre da Serra moravam no mesmo terreno, em Caxias do Sul CRBM Farroupilha/Divulgação
Foto: CRBM Farroupilha / Divulgação
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Um acidente no km 169 da RS-122, em Campestre da Serra, matou cinco moradores de Caxias do Sul, neste sábado (16). Conforme Comando Rodoviário da Brigada Militar, os corpos ficaram carbonizados. Os cinco ocupantes do carro, que morreram na colisão, eram todos de um mesmo grupo familiar e moravam no mesmo terreno no bairro Tijucas, zona oeste de Caxias do Sul.
 

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Segundo o Grupo Rodoviário de Farroupilha, o Quantum, com placas de Caxias do Sul, trafegava no sentido Campestre da Serra-Vacaria, quando colidiu frontalmente com o ônibus, que seguia no trajeto contrário. Ficaram feridos passageiros do ônibus, que levava trabalhadores para a colheita de cenouras no município de Ipê. 

O carro era de Evonicio de Freitas, 68 anos, que estava com o filho Diego de Freitas e a ex-mulher Martha Marlene Constante. No veículo também estavam o atual marido de Martha, o autônomo Otávio Revail Gomes, 55, e a esposa de Diego, Cláudia Pedroso, 29. 

O grupo morava num mesmo terreno no bairro Tijucas, zona oeste de Caxias do Sul. Kétlin Aguiar Gomes, 30, filha de Otávio, não sabia que o pai havia ido viajar, mas diz que ele tinha o costume de passear aos finais de semana. Ela só soube que ele pretendia chegar a São José dos Ausentes após receber notícias do acidente.  

Cláudia vivia há mais de sete anos com Diego. A jovem perdeu a mãe quando tinha apenas 12 anos, também em um acidente de ônibus registrado em outubro de 2002 em Tapejara, norte do Estado. Na ocasião, a mãe de Cláudia e outras quatro pessoas perderam a vida. A partir daí, ela foi criada pela tia materna Rosilene Vieira de Almeida, 56, em Caxias do Sul. Cláudia saiu da casa da tia após conhecer Diego, que trabalhava no ramo da construção civil.  

- Minha sobrinha trabalhava na Escola Abramo Randon, na área de zeladoria, era muito querida lá. Tive que ir ajudar a reconhecer o corpo. Foi a cena mais triste, mais chocante da minha vida - conta Rosilene. 

Com exceção de Otávio, que foi velado na Capela Mortuária do bairro Fátima e sepultado no Cemitério Parque, o funeral das outras quatro vítimas ocorreu no pátio do Cemitério Público Municipal Rosário II. Cláudia, Diego e Martha foram sepultados neste cemitério. O corpo de Evonício foi levado para o enterro em Jaquirana, nos Campos de Cima da Serra. 

Resgate 

No ônibus, havia 20 pessoas. Oito delas foram resgatadas, sendo que pelos menos seis passageiros foram encaminhados para o hospital Nossa Senhora das Oliveiras de Vacaria. De acordo com a instituição de saúde, os pacientes entraram com escoriações e ferimentos leves, e foram liberados ainda na manhã de sábado. 

– É um trecho muito perigoso, reunimos informações sobre vários acidentes e vamos encaminhar ao Daer. Tachões ou um controlador de velocidade ajudaria muito – afirma o delegado da Polícia Civil Carlos Alberto Defaveri.

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