Moradores de rua serão transferidos dos pavilhões da Festa da Uva para prédio no bairro Cinquentenário, em Caxias - Geral - Pioneiro

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Abrigados durante pandemia01/05/2020 | 11h51Atualizada em 01/05/2020 | 11h51

Moradores de rua serão transferidos dos pavilhões da Festa da Uva para prédio no bairro Cinquentenário, em Caxias

São 67 que permanecem acolhidos no parque; desses, 16 vão voltar para cidades de origem

Moradores de rua serão transferidos dos pavilhões da Festa da Uva para prédio no bairro Cinquentenário, em Caxias Lucas Amorelli/Lucas Amorelli
Entendimento é que a estrutura dos pavilhões ficou grande demais para o número de acolhidos neste momento Foto: Lucas Amorelli / Lucas Amorelli

Os moradores de rua que estão abrigados nos pavilhões da Festa da Uva devido à pandemia de coronavírus serão transferidos para o prédio onde ficava o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Reviver, no bairro Cinquentenário, em Caxias do Sul. A mudança está prevista para ocorrer em até 12 dias.

Conforme a presidente da Fundação de Assistência Social (FAS), Marles Sebben, a decisão foi embasada em função da diminuição na quantidade de acolhidos nos Pavilhões. Inicialmente, a preparação foi em cima da avaliação de que cerca de 500 poderiam buscar abrigo nesse período. Chegaram a ser 226 no local, mas agora são 67. Desses, 16 querem voltar para os Estados de origem, o que não é possível agora pelas normas de restrição de circulação.

— O espaço ficou muito grande. Em relação à equipe que se montou lá, ficaram muitas pessoas e poucos usuários. Com o inverno chegando, o espaço não vai ficar acolhedor — explica Marles.

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O acolhimento nos Pavilhões começou em 23 de março e conta com refeições e cuidados de saúde. Segundo a presidente da FAS, parte da estrutura vai ser levada para o prédio do bairro Cinquentenário, como a cozinha e camas. 

Redução da população de rua

A FAS também divulgou nesta quinta-feira (30) que nos primeiros quatro meses do ano a população de rua em Caxias reduziu pela metade. Em janeiro, a fundação contabilizou 741 moradores de rua e, agora, são 354. A maioria, 277, voltou para cidades de origem. Segundo Marles, eles continuam sendo acompanhados pela rede de assistência. Os demais, de acordo com ela, voltaram a morar com as famílias em Caxias ou buscaram comunidades terapêuticas para tratamento da dependência química.

Apoio a moradores de rua

Quem permanece nas ruas está recebendo apoio por meio de equipes que fazem acompanhamento de possíveis sintomas da doença. Eles também são atendidos três vezes por semana, para banhos e café da manhã, no Centro Pop Rua. Grupos de voluntários seguem mobilizados para oferecer janta a 100 moradores de rua diariamente. Além disso, 150 kits de roupas foram entregues a eles nos últimos dias. 

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