Esmolas nas sinaleiras renderiam R$ 1 mil por semana para pedintes em Caxias do Sul - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Não tão pobres20/05/2020 | 17h41Atualizada em 20/05/2020 | 19h17

Esmolas nas sinaleiras renderiam R$ 1 mil por semana para pedintes em Caxias do Sul

Informação é da FAS, que lançará campanha de conscientização 

Esmolas nas sinaleiras renderiam R$ 1 mil por semana para pedintes em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Informação é da FAS, que lançará campanha de conscientização Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

É visível o aumento de pedintes em cada sinaleira de Caxias do Sul, reflexo talvez do crescimento da extrema pobreza. Mas a vulnerabilidade escancarada no para-brisa dos carros seria fachada para a velha esperteza. Segundo a Fundação de Assistência Social (FAS), pessoas que ostentam cartazes pedindo dinheiro para comprar comida estariam tendo sucesso em arrancar doações dos motoristas, com rendimentos semanais de um salário mínimo. 

 Leia também
Crise social da pandemia deve manter crescimento da miséria em Caxias do Sul
Com uma cesta básica doada a cada seis minutos, Caxias socorre famílias que não dependiam da assistência social 

Para a assistência social, essa mendicância é falsa e trata-se apenas de uma tática para obter dinheiro fácil. Por esse motivo, a instituição lançará uma campanha de conscientização entre a população para inibir as esmolas. 

 –  Não são moradores de rua que estão nas sinaleiras, não são pessoas que estão ali por necessidade. Tem alguns de outros municípios. O rendimento deles é de R$ 1 mil por semana. Eles têm casa, alguns ficam em hotéis  –  alerta Vanda Vetorazzi, diretora de Proteção Social Especial da FAS. 

Essa não é a primeira vez que a instituição precisa recorrer a campanha para diminuir as esmolas. Em anos anteriores, a ação foi focada em crianças. Agora, o problema são os adultos que portam os cartazes e também usuários de drogas. A FAS está concluindo um levantamento de quantos pedintes atuam na cidade para embasar o trabalho de conscientização. 

 – Eles não querem abrigamento. Estão ganhando muito bem, a maioria não é de Caxias, não quer ir para cursos (profissionalizantes). Outros já ganham benefícios. Deem uma fruta, um biscoito, mas não dinheiro  –  apela Marlês Sebben, presidente da FAS. 

Leia também
CIC de Caxias entrega 130 toneladas de alimentos para distribuição a famílias necessitadas
Testes rápidos ainda não são encontrados nas farmácias da Serra
"Não estamos pensando em voltar agora pelas questões financeiras", diz presidente do Esportivo


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros