"Ele pegou o carro escondido", diz primo de jovem de 18 anos morto em acidente na RSC-453, em Caxias - Geral - Pioneiro

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Luto24/05/2020 | 20h00Atualizada em 24/05/2020 | 20h05

"Ele pegou o carro escondido", diz primo de jovem de 18 anos morto em acidente na RSC-453, em Caxias

Segundo familiar, Michel Beltrão Custódio não era habilitado para dirigir

"Ele pegou o carro escondido", diz primo de jovem de 18 anos morto em acidente na RSC-453, em Caxias Divulgação / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

A morte trágica de Michel Beltrão Custódio, 18, em acidente de trânsito registrado na manhã de domingo (24) em Caxias do Sul, é motivo de tristeza para todos que conviviam com ele.

Para familiares próximos, o choque foi ainda maior. Isso porque ele teria pego o carro do pai, um Gol, sem autorização e saído sem comunicar ninguém. O último contato que teve com a família foi na noite de sábado (23), na casa onde residia com os pais e a irmã, no bairro Mariani.

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— Por volta das 6h meu tio foi levar a minha prima pro trabalho e o carro não estava em casa. Tentaram contato com ele mas não conseguiram. Ele pegou o carro escondido, de madrugada. Não tinha carteira de motorista (Carteira Nacional de Habilitação), ninguém sabe pra quê ele saiu — afirma Celso Júnior, 26, primo de Custódio.

Segundo informações do Grupo Rodoviário da Brigada Militar, o acidente ocorreu por volta das 7h30min, no trecho do viaduto torto, km 0 da RSC-453. Ele trafegava no sentido Caxias-Farroupilha, quando perdeu o controle do veículo e acabou chocando-se contra uma mureta de contenção. Custódio estava sozinho no carro e morreu no local.

Ainda conforme o primo, o jovem era uma pessoa tranquila e costumava ficar em casa. Atualmente Custódio estava desempregado. De acordo com Júnior, ele trabalhava como auxiliar de soldador, mas foi demitido há cerca de uma semana em virtude de cortes realizados pela empresa como medida de enfrentamento à crise gerada pela pandemia de coronavírus.

— Ele era tranquilo, costumava ficar em casa. Logo depois que ficou sabendo do acidente, o pai dele ligou pra mim, por volta das 9h. Fui um dos primeiros a saber, ele era como um irmão pra mim — completa Júnior.

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