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Educação29/05/2020 | 20h01Atualizada em 29/05/2020 | 20h01

Desafio de escolas municipais de Caxias é trabalhar mais de forma digital

Instituições já trabalhavam com materiais disponibilizados aos alunos de forma online e impresso

Desafio de escolas municipais de Caxias é trabalhar mais de forma digital Escola Atiliano Pinguelo/Divulgação
Atiliano Pinguelo leva conteúdos até as famílias dos alunos no bairro De Zorzi Foto: Escola Atiliano Pinguelo / Divulgação

A divulgação do calendário de retomada das aulas no Estado, feita pelo governo estadual na última quarta-feira, não mudou, neste momento, os processos que a rede municipal de ensino já vinha adotando em Caxias do Sul. Desde o início de maio os professores voltaram a ir até as escolas para preparar os conteúdos a serem entregues aos alunos pela internet ou de forma impressa.

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O desafio atual é tentar com que todos os estabelecimentos de ensino consigam inserir a tecnologia nas suas metodologias. Ou seja, que, de alguma maneira, os professores consigam estabelecer contato com os alunos por vídeo ou áudio, avançando no processo tecnológico de ensino. Das 81 escolas de Ensino Fundamental da cidade, apenas duas não utilizaram as redes sociais ou o portal do estudante na internet para repassar conteúdos neste mês, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Smed).

A comunidade escolar da Atiliano Pinguelo vive a nova rotina com a dificuldade que as famílias atendidas têm de acesso. A cada 15 dias, a equipe diretiva vai à antiga sede no bairro De Zorzi para entregar os conteúdos impressos aos pais ou responsáveis pelos alunos. Isso porque a escola identificou que apenas duas famílias poderiam receber os materiais por email. Para a maior parte, 98% dos estudantes, os professores produzem e imprimem o material, que inclui tarefas, na sede atual e temporária, no prédio do antigo colégio Mutirão, na área central. 

A escola está fora de sua sede original há pouco mais de um ano, desde que foi interditada, devido a queda de um muro. Por isso, a direção vai ao bairro, onde moram as famílias, fazer a entrega. Neste sábado, ocorre a terceira etapa. A equipe pega os trabalhos solicitados há duas semanas e leva novo conteúdo. Os contatos com os pais são feitos por meio de grupos em redes sociais.

– Estamos realizando atividades quinzenais com as crianças. Os professores estão corrigindo e arquivando tudo – relata a diretora Mariana Zanotti.

De acordo com a titular da Smed, Flávia Vergani, em junho será preciso avançar. O comitê de crise deverá ganhar novos integrantes, como um representante da saúde do município. A nomenclatura será adequada conforme especificação do governo estadual. E o Conselho Municipal de Educação vai decidir se os períodos de avaliação seguirão sendo trimestrais a ou se haverá mudança.

A preocupação estará voltada também para o retorno das aulas presenciais. Conforme a secretária Flávia, a maioria das escolas (90%) terá de fazer aulas escalonadas ou com revezamento de turmas em função do alto número de alunos por sala, algumas chegam a  ter 30 crianças. Para isso, será preciso reduzir a carga horária em sala de aula. Além disso, será necessário investimento em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e higienização. Deve ser feito um levantamento de custos.

– Vamos precisar fazer um investimento. E as próprias escolas também, com recursos que recebem da autonomia financeira – aponta a secretária.

Outro ponto que deve ser trabalhado é o incentivo ao uso da máscaras pelas crianças. Além das 81 escolas de Ensino Fundamental (algumas com pré-escola e outras com ensino para jovens e adultos), a rede tem 45 escolas de Educação Infantil em regime de gestão compartilhada. Ao todo, são cerca de 44 mil alunos.

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