Construção do ginásio Pedro Carneiro Pereira em 1973 - Geral - Pioneiro

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Memória27/05/2020 | 07h00Atualizada em 27/05/2020 | 07h00

Construção do ginásio Pedro Carneiro Pereira em 1973

Pereirão inaugurou em 6 de fevereiro de 1975 e funcionou até 1999, quando o telhado desabou

Construção do ginásio Pedro Carneiro Pereira em 1973 Jornal Pioneiro/Reprodução
As obras finais no acesso ao ginásio, em janeiro de 1975 Foto: Jornal Pioneiro / Reprodução

O espaço abrigou milhares de jogos, shows, solenidades, apresentações artísticas, etc e até hoje é lembrado como um dos pontos mais saudosos do Parque Getúlio Vargas – juntamente com os lagos aterrados e os lendários macaquinhos que eternizaram o apelido. Falamos do Ginásio Municipal de Esportes Pedro Carneiro Pereira, o Pereirão, inaugurado em 6 de fevereiro de 1975, na abertura das comemorações do centenário da imigração italiana.

Toda essa história, porém, começou cerca de quatro anos antes e rendeu uma série de vaivéns, atrasos, críticas e alterações nos prazos. Iniciado ainda na administração Victorio Trez, o ginásio permaneceu quase dois anos paralisado na gestão de Mario Bernardino Ramos, à espera de verbas para poder ser concluído. 

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Segundo um encarte institucional publicado pela prefeitura no Pioneiro de 18 de janeiro de 1975, "a obra está orçada em 3 milhões de cruzeiros e foi construída exclusivamente com recursos da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, que havia solicitado uma verba de 2 milhões ao Ministério da Educação (que deveria sair da Loteria Esportiva), o que não foi conseguido". Matéria daquele mesmo dia abordava a questão do acesso:

"O ginásio terá condições para acolher cinco mil pessoas. Localizado no antigo Parque de Exposições da Festa da Uva, deverá enfrentar problemas no que diz respeito a estacionamento e circulação de veículos". 

Já a estrutura foi detalhada na edição do Pioneiro de 1º de fevereiro de 1975, às vésperas da inauguração:

"Sua estrutura é metálica e possui cobertura de alumínio. Conta com banheiros, salas de massagens e vestiários para quatro equipes. No andar superior é que está a cancha de esportes, com assoalho de madeira e isolamento acústico, que servirá para a prática de vôlei, basquete, handebol, futebol de salão e espetáculos de qualquer outro gênero. A área total deste pavimento é 3 mil metros quadrados e nele estão ainda localizados palco com quatro camarins, sanitários públicos, sala de árbitros, sala de comando de luz e som, bar, duas bilheterias e cabine de imprensa. A área total coberta do ginásio é 6 mil metros quadrados".

Na foto aérea abaixo, vê-se a construção dos últimos andares do Parque do Sol e o ginásio já com as arquibancadas, mas ainda sem o telhado, em 1973. Com a chegada do “Pereirão”, o parque ficou “dividido” em dois, na frente e atrás do ginásio, com um lago em cada parte. 

Vista aérea do Parque dos Macaquinhos em 1973, com o edifício Parque do Sol em fase final de obras e a construção do Ginásio Pedro Carneiro Pereira (ao centro).<!-- NICAID(14508291) -->
Caxias, 1973: a construção dos últimos andares do Parque do Sol e o ginásio já com as arquibancadas, mas ainda sem o telhado. Complexo esportivo “dividiu” o parque ao meioFoto: Mauro De Blanco,Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / Divulgação
#Máquina: D1-5021760Rui Carlos Ostermann, Pedro Carneiro Pereira e Lauro Quadros<!-- NICAID(1496675) -->
O locutor esportivo Pedro Carneiro Pereira entre os colegas Ruy Carlos Ostemann e Lauro Quadros por volta de 1968Foto: Reprodução / Agencia RBS

Nome e inauguração

O nome do complexo homenageou o piloto Pedro Carneiro Pereira, reconhecido locutor esportivo da Rádio Guaíba e ícone do meio automobilístico do Estado, falecido aos 35 anos em um acidente no Autódromo de Tarumã em 21 de outubro de 1973. Em 6 de fevereiro de 1975, coube à viúva, Regina Viana Pereira, descerrar a placa alusiva. Naquela noite, o ginásio inaugurou sediando três disputas entre clubes locais: Juvenil x Guarani (vôlei feminino), Recreio da Juventude x Juvenil (basquete masculino) e Torino x Brasília (futebol de salão).

Na imprensa

Na sequência a seguir, reportagens veiculadas pelo Pioneiro anunciando a chegada do novo espaço esportivo e de lazer.

Foto: Jornal Pioneiro / Reprodução
Foto: Jornal Pioneiro / Reprodução
Foto: Jornal Pioneiro / Reprodução
Foto: Jornal Pioneiro / Reprodução

O fim

O ginásio encerrou suas atividades em definitivo após o desabamento do telhado, em 15 de agosto de 1999. Em 2000, o prédio foi totalmente demolido, e o parque começou a ser revitalizado, após anos de má conservação, abandono e episódios envolvendo insegurança.

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