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Coronavírus 21/05/2020 | 19h00Atualizada em 21/05/2020 | 19h00

Com horários reduzidos, rodoviária de Caxias do Sul registra movimento 75% menor

Flexibilizações aumentaram o movimento, mas circulação de pessoas ainda é baixa se comparada aos dias anteriores ao isolamento social

Com horários reduzidos, rodoviária de Caxias do Sul registra movimento 75% menor Porthus Junior/Agencia RBS
Flexibilizações aumentaram o movimento, mas circulação de pessoas ainda é baixa se comparada aos dias anteriores ao isolamento social Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Os guichês que antes atendiam das 3h30min às 23h, agora funcionam das 5h30min às 20h, praticamente sem fila. O cenário pacato reflete a queda de 75% nos embarques e desembarques estimada pela gerência da estação rodoviária de Caxias do Sul.

Ainda conforme estimativa, o impacto chegou a ser de 90% logo no início das medidas de isolamento, com movimento retomado gradualmente conforme flexibilização nos decretos governamentais. Mesmo abertas, as lojas e lanchonetes que atendem no local ainda contabilizam uma queda de 80% nos atendimentos diários à clientela, basicamente composta por viajantes.

De acordo com Glauber Gobbato, diretor da rodoviária, o setor de viação começou a sentir os reflexos da pandemia ainda em meados de março. A semana mais crítica, segundo ele, foi entre os dias 22 e 29 de março, logo após os primeiros decretos regionais, bem como a determinação do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) que passou a permitir viagens intermunicipais com apenas 50% de ocupação nos ônibus para evitar a disseminação do coronavírus.

— Ficamos praticamente com 10% a 15% do movimento, que foi reagindo depois ao longo de abril e maio e agora chega a 30%, em alguns dias 35%, em relação ao que se tinha antes da pandemia — afirma o diretor.

De acordo com ele, mesmo com horários reduzidos de atendimentos e transporte, ainda é possível viajar para todos os destinos que já eram ofertados dentro do Rio Grande do Sul. Assim como antes, o movimento aos finais de semana continua sendo maior, porém a retomada se dá de forma mais expressiva nos dias de semana, como terça, quarta e quinta-feira, com passageiros que viajam a trabalho.

Os destinos mais procurados são Porto Alegre, Passo Fundo e Erechim. Segundo Gobatto, também é possível notar um movimento expressivo para cidades do Litoral Norte, como Torres e Arroio do Sal.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 198/05/2020. Estação Rodoviária de Caxias do Sul. Com flexibilização das restrições governamentais, movimento na rodoviária começa a ser retomado, porém ainda está girando em torno de 30% em relação ao fluxo que era registrado antes da pandemia.Mesmo sob risco, passageiros deslocam-se para encontrarem familiares em outras cidades. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14503231) -->
Mesmo com horários reduzidos de atendimentos e transporte, ainda é possível viajar para todos os destinos que já eram ofertados dentro do RSFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

As viagens interestaduais ainda sofrem restrições, sobretudo com destino a Santa Catarina. Fora do Estado, portanto, estão disponíveis apenas as linhas para Curitiba, Foz do Iguaçu e São Paulo. O setor de encomendas opera normalmente. Todos os horários atualizados podem ser conferidos no site da rodoviária.

ENFRENTANDO O RISCO

Desde semana passada as linhas regulares e de fretamento e turismo do transporte intermunicipal do Rio Grande do Sul começaram a operar com ajustes no limite de passageiros. A capacidade varia conforme o risco de contágio por coronavírus de cada região de embarque ou destino. Na região da Serra, por exemplo, a ocupação dos ônibus pode ser de até 75%, sendo obrigatório o uso de máscara de proteção para o embarque e reforçadas as orientações quanto ao distanciamento e as medidas de higiene.

Mesmo sob risco de infecção, a moradora de Flores da Cunha Adriana Fátima Fernandes desembarcou em Caxias do Sul no início da tarde desta terça-feira (19). Ela veio para buscar a sobrinha, Dienifer Fernandes do Santos, de 11 anos, que vive em Santa Lúcia do Piaí, no interior de Caxias. Com a suspensão das aulas, a menina passará alguns dias na casa da tia. As duas viagens do dia foram as primeiras feitas por Adriana após o início da pandemia.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 198/05/2020. Estação Rodoviária de Caxias do Sul. Com flexibilização das restrições governamentais, movimento na rodoviária começa a ser retomado, porém ainda está girando em torno de 30% em relação ao fluxo que era registrado antes da pandemia. Mesmo sob risco, passageiros deslocam-se para encontrarem familiares em outras cidades.Na foto, Adriana de Fátima Fernandes, 35 anos, veio de Flores da Cunha para buscar a sobrinha, Dienifer Fernandes dos Santos, 11 anos, que passará alguns dias em sua casa. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14503226) -->
Adriana Fátima Fernandes, desembarcou em Caxias do Sul para buscar a sobrinha, Dienifer Fernandes do SantosFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

— Tem que vir, né, fazer o que? Não me sinto totalmente segura ao andar de ônibus, mas também não me sinto segura em lugar nenhum — afirmou a auxiliar de produção, quando questionada a respeito dos riscos de contágio pela exposição.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 198/05/2020. Estação Rodoviária de Caxias do Sul. Com flexibilização das restrições governamentais, movimento na rodoviária começa a ser retomado, porém ainda está girando em torno de 30% em relação ao fluxo que era registrado antes da pandemia. Mesmo sob risco, passageiros deslocam-se para encontrarem familiares em outras cidades.Na foto, Jonathan Batista Machado, de 19 anos, decidiu visitar familiares que não vê há 10 anos em Lagoa Vermelha. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14503230) -->
O caxiense Jonathan Batista Machado, de 19 anos, aguardava para embarque rumo a Lagoa VermelhaFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

Da mesma forma o caxiense Jonathan Batista Machado,  de 19 anos, aguardava para embarque rumo a Lagoa Vermelha. A viagem a passeio ocorre, segundo ele, após terminar seu trabalho na colheita de maçã e caqui em São Brás, no interior de Caxias. Ele disse que iria aproveitar a folga para visitar familiares que não vê há cerca de 10 anos. 

— A gente fica com receio, usa máscara e também estou levando álcool gel — afirmou.

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