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Covid-1912/05/2020 | 17h07Atualizada em 12/05/2020 | 19h09

Bebês não são do grupo de risco para o coronavírus, mas precisam de cuidados especiais

Nessa semana, dois recém-nascidos foram diagnosticados com o vírus em Bento Gonçalves

Bebês não são do grupo de risco para o coronavírus, mas precisam de cuidados especiais Andréa Graiz/Agencia RBS
Eles estão internados na UTI do Tacchini e a suspeita é de que eles tenham sido infectados a partir do contato com as mães Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Dois bebês recém-nascidos foram diagnosticados nessa semana com coronavírus em Bento Gonçalves. Eles estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Tacchini e a suspeita inicial é de que eles tenham sido infectados a partir do contato com as mães, já que ambas testaram positivo para o vírus. O caso impressiona por serem bebês e por não ser comum, no Rio Grande do Sul, a infecção de crianças com menos de um ano até o momento. Até essa terça-feira (12), 111 pessoas morreram por coronavírus no Estado, mas nenhuma vítima tinha menos de um ano. No entanto, há 11 casos de bebês que testaram positivo para o vírus.

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Mas, afinal, as crianças, em função da fragilidade, estão no grupo de risco? 

— Os idosos são o grande risco; os bebês, no momento, não. Trabalho muito com gestante e não temos visto caso nenhum de gestante com covid e nem crianças. Mas esse vírus é muito estranho, ele se comporta diferente nas cidades — avalia a pediatra Mara Mendes, de Caxias do Sul. 

A médica infectologista Lessandra Michelin reitera que, até então, os bebês não estão no considerado grupo de risco: 

— Para o coronavírus, os bebês não foram grupo de risco em nenhum relato de caso, nem nos estudos clínicos. Mas pode acontecer, por exemplo, o contágio da mãe que está assintomática para o bebê, por isso que ela tem que ter cuidados, principalmente no momento de amamentação. 

Lessandra ainda alerta que as mães sintomáticas para o vírus devem procurar o médico imediatamente. 

— A mãe que está com sintomas deve informar ao seu médico para que possa fazer os exames necessários. Ela deve fazer o PCR para ver se porta o coronavírus ou se tem chances de desenvolver pneumonia. É importante que se investigue isso — explica. 

No entanto, como há diversos casos de contaminações assintomáticas, a indicação é que o cuidado e a higiene ocorram constantemente. Entre os cuidados indicados, um dos principais apontados pela médica infectologista é a higienização da mama e uma frequência maior de banhos. O uso de máscara também é essencial para o cuidado com o bebê.

Sobre a recuperação dos pequenos em casos positivos para coronavírus, a médica explica que, em muitos casos, as  crianças se recuperam com mais facilidade.

— Se for um bebê prematuro em uma UTI neonatal, ele pode apresentar disfunção respiratória, como qualquer bebê prematuro. Claro que o quadro com covid pode piorar porque a gente não sabe como será a evolução. Apesar do sistema imunológico do bebê estar sendo organizado, ele responde melhor às infecções virais, ele cura com mais facilidade. Em caso de prematuros, o risco é maior porque o sistema imunológico dele é mais imaturo, há uma dificuldade maior de criar anticorpos — diz a especialista.

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