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Entrevista29/05/2020 | 11h35Atualizada em 29/05/2020 | 11h46

"Ainda existe um crescimento avançado", afirma secretário da Saúde de Bento sobre coronavírus

Diogo Siqueira disse, no entanto, que a capacidade hospitalar tem sido suficiente

"Ainda existe um crescimento avançado", afirma secretário da Saúde de Bento sobre coronavírus Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Secretário da Saúde diz que protocolo de testagem colabora para altos índices da doença no município Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Com 527 casos de coronavírus confirmados de acordo com dados municipais e 11 mortes pela doença, Bento Gonçalves tem feito testes em todos os pacientes que apresentaram algum sintoma gripal. Esse é um dos fatores que, na avaliação do secretário municipal da Saúde, Diogo Siqueira, colabora para o município ter um alto número de casos confirmados.

Em entrevista ao Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra nesta sexta-feira (29), Siqueira contou que o método adotado no município foi copiado da Coreia do Sul. Além desse protocolo, o secretário admite que uma série de outros fatores contribui para o avanço da doença no município. Um ponto é a presença de grandes frigoríficos na cidade. Segundo ele, o ambiente frio e úmido junto com refeitórios e transporte compartilhados são características desses estabelecimentos que contribuem para o contágio.

Conforme o secretário, o monitoramento da pasta inclui a avaliação do crescimento semanal por percentuais. O secretário contou que a variação já chegou a 160%, mas na última semana ficou em 40%.

— Ainda existe um crescimento avançado, mas o mais importante é a capacidade hospitalar que a gente consegue manter. Se eu tivesse uma progressão geométrica nessa internação diária que a gente tem, eu realmente estaria muito preocupado.  Obviamente que a gente está preocupado, mas esse dado é fundamental — salientou.

De acordo com Siqueira, os casos de internação em Bento Gonçalves nos últimos 30 dias têm se mantido entre 25 e 35, o que representa uma estabilidade. Apesar do aumento nos casos confirmados, ele avaliou que este momento não é o mais complicado no combate ao coronavírus:

— Eu acho que o pior momento foi o início, o pior momento foi começar esse processo todo. Eu acho que quem esteve nessa linha de frente no primeiro momento, foi realmente a parte mais difícil de todos, quando a gente tinha poucos casos, mas um grande medo de todas as equipes de pronto atendimento, das nossas UPAs, do Hospital Tacchini, de qualquer hospital do Brasil inteiro. Ninguém sabia com o que ia lidar naquele momento.

O secretário também destacou que a agressividade da doença deve gerar mais mortes, mas por outro lado apontou que a situação no município ainda está controlada na comparação com dados mundiais.

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