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Cuidado redobrado17/04/2020 | 10h26Atualizada em 17/04/2020 | 11h35

"Região corre risco com a chegada do inverno", diz superintendente do Pompéia, em Caxias, sobre o coronavírus

Francisco Ferrer entende que flexibilização de abertura do comércio não poderá significar aglomeração nas ruas

"Região corre risco com a chegada do inverno", diz superintendente do Pompéia, em Caxias, sobre o coronavírus Porthus Junior/Agencia RBS
Gestão hospitalar espera abrir mais dez leitos de UTI para tratamento da covid-19 Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A mudança climática nos próximos dias e meses é motivo de planejamento no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul, por conta da preocupação com a possibilidade de aumento de casos de coronavírus. Nesta sexta-feira (17), o superintendente da instituição de saúde, Francisco Ferrer afirmou, em entrevista ao programa Gaúcha Hoje da Rádio Gaúcha Serra, que a intenção não é alarmar a população, mas que o aumento do contágio com o frio é uma probabilidade que vem norteando a gestão do hospital.

O Pompéia disponibiliza 38 leitos para internação para casos da covid-19 e ampliará esse número com mais 15 leitos a partir de 2 de maio, conforme o superintendente. Além disso, há 10 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) disponíveis, sendo que outros 10 foram colocados à disposição do município. Neste caso, porém, ainda é necessário adquirir equipamentos. As UTIs estão com 77% de ocupação para outros tratamentos, segundo Ferrer, com pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), são cardíacos ou que passaram por acidentes de traumatologia. A média de ocupação para esses casos pode chegar a 88% dos leitos nesse período. O índice é considerado elevado e preocupa em caso de avanço da pandemia. ​Durante o inverno, há aumento de casos de internações por motivos de problemas respiratórios e crises reumáticas comuns ao frio, por exemplo.

A abertura flexibilizada do comércio nessa sexta na Serra é defendida por Ferrer, mas o superintendente não deixa de alertar para uma tendência de comportamento:

— A flexibilização da atividade econômica é necessária, mas não pressupõe aglomeração de pessoas nas ruas, desrespeito à distância social e etiqueta respiratória. Particularmente, tenho observado em Caxias que, nos últimos sete ou 10 dias houve aumento de circulação de pessoas. Em compras de supermercados não vai uma pessoa, vai a família. Esse é um grande problema, não podemos correr o risco de esgotar o sistema de saúde.

Questionado sobre a contaminação a profissionais de saúde, Ferrer afirma que há um trabalho intenso da comissão de controle de infecção hospitalar. Apesar de citar dificuldade na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), ele garante que não há falta até o momento. O superintendente também afirmou que há previsão de aumento do quadro de funcionários no hospital, mas não falou quando isso pode ocorrer.

Hospital Geral - De acordo com o diretor do HG, Sandro Junqueira, 80% dos leitos de UTI estão ocupados nesta sexta-feira (17) para outras doenças. Segundo ele, historicamente, a ocupação passa dos 100% nessa época. Segundo ele, a partir de maio, 10 dos 20 leitos de UTI serão destinados especificamente ao tratamento da covid-19.

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