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Memória29/04/2020 | 07h00Atualizada em 29/04/2020 | 09h03

Lembranças de moradores "raiz" de Lourdes

Dona Jussara Demori Vidor recorda do antigo Posto Shell, de propriedade do pai, Adelino Demori

Lembranças de moradores "raiz" de Lourdes Hildo Boff/acervo pessoal de Ricardo Boff,divulgação
A BR em 1965: o Monumento ao Imigrante e um clássico modelo de ônibus fabricado pelas Carrocerias Nicola, embrião da Marcopolo. À direita, parte do prédio do Posto Shell e o restaurante. Ao fundo, o barracão de madeira de José Zambon Foto: Hildo Boff / acervo pessoal de Ricardo Boff,divulgação

A coluna do último sábado recebeu diversos e-mails de moradores do bairro Nossa Senhora de Lourdes. Tanto para acrescentar à lista personagens e locais esquecidos quanto para questionar algumas histórias.

"Raiz" do bairro, a professora aposentada Jussara Demori Vidor, 65 anos, forneceu lembranças pra lá de especiais:

::  Barbearia do senhor Pistorello, na BR-116 (na época BR 2).
:: Borracharia de Zulmiro Pontalti, esquina da BR com Rua Rodrigues Alves.
:: Casas da família Michelon, uma na Rua Angelina Michelon, próximo à igreja, e outra na Rua Sinimbu (que ainda existe, onde por muito tempo funcionou a Servimed).
:: Barracão do senhor José Zambon, atrás do Monumento Nacional ao Imigrante, onde se preparavam as pedras para obra do Monumento.
:: Bar Alegria do senhor Rech (apelido Jacaré), na esquina da BR com a Rua Luiz Michelon.
::  Posto Shell ao lado do Monumento, na BR esquina com a Rua Ernesto Marsiaj, do senhor Adelino Demori (pai de dona Jussara).

Na foto acima, de meados dos anos 1960, identificamos algumas dessas lembranças, em especial o barracão de madeira usado pela equipe do senhor José Zambon, responsável pelas obras de cantaria do Monumento.

Dona Jussara listou também a história de algumas casas que aparecem junto à Rua Ernesto Marsiaj:

– À direita do barracão do senhor Zambon, a casa de madeira marrom era do senhor Ernesto Bernardi, na época, químico da empresa Brasileira de Vinhos. Em sequência, para o mesmo lado, a casa do senhor Mário Viezzer, meu tio. Depois aparece parte da casa do senhor Gatelli e uma ponta do telhado da casa do avô de meu marido, que se chamava José Vidor – recorda.

Outra lembrança que não poderia faltar, óbvio, é a antiga bica em frente ao Monumento ao Imigrante:

– A melhor água que já tomei, sempre fresca. Nós e todos da redondeza se abasteciam ali – conclui dona Jussara.

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Adelino Demori e o antigo Posto Shell

Antigo Posto Shell, ao lado do Monumento Nacional ao Imigrante, em meados dos anos 1960. No prédio residia também a família do sr. Adelino Demori, pai da leitora Jussara Demori Vidor.<!-- NICAID(14487547) -->
O antigo Posto Shell e o Monumento ao Imigrante por volta de 1960Foto: Studio Tomazoni Caxias / Acervo de família

Um dos tópicos da lista de sábado mencionava a antiga boate que funcionou, a partir do final dos anos 1980  junto ao casarão ao lado do Monumento Nacional ao Imigrante. 

Sobre este espaço, dona Jussara esclarece:

“Muito antes desse local ser o “rendez-vous” ao lado do Imigrante, como está citado na página 19, foi desde a década de 1940 até meados de 1970 (quando a BR foi duplicada) o posto Shell, um dos primeiros das redondezas. Meu pai (Adelino Demori) tinha o posto de gasolina, ao lado funcionava uma lanchonete/restaurante, e minha família morava em cima (no lugar do “rendez-vous”). Julgo que a história deste lugar é muito mais importante do que somente o que foi citado. Neste estabelecimento meu pai tinha um aparelho telefônico que servia não somente a ele mas a todos que necessitassem. Número 520. Na “pracinha”, Praça Vestibular Abramo Eberle (foto ao lado), havia um ponto de táxi, com muitos carros, motoristas conhecidos, seu “Gambet”, seu Neco, seu Bevilacqua, etc. Dois personagens que marcaram minha infância. Guarda Batista, que zelava pelo Monumento, e dona Julieta, que trabalhava no DNER, fazendo entre outras coisas, cafezinho”.

Praça Vestibular Abramo Eberle, por ocasião da inauguração do Monumento ao Imigrante, em 1954. Busto de Abramo Eberle e praça foram inaugurados em 1946, um ano após a morte do empresário.<!-- NICAID(10819647) -->
A Praça Vestibular Abramo Eberle, a “pracinha”, e parte do bairro Lourdes ao fundo, por volta de 1950Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Romeu Rossi,divulgação

Participe

A lista publicada sábado vem recebendo novas contribuições de leitores. Caso você recorde de mais locais, personagens, comércios, indústrias e histórias do bairro Nossa Senhora de Lourdes, envie para o e-mail do alto da página.

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