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Educação06/04/2020 | 15h06Atualizada em 06/04/2020 | 15h06

Escolas estaduais têm aulas programadas para cumprir carga horária anual

Formato foi adotado desde que atividades presenciais foram suspensas, em março

Escolas estaduais têm aulas programadas para cumprir carga horária anual Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A fim de completar a carga horária e terminar o ano letivo, a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE) está ministrando aulas programadas. As aulas nas escolas estaduais estão suspensas desde o dia 19 de março, em decorrência da pandemia de coronavírus. De acordo com decreto do governador Eduardo Leite, as atividades continuarão suspensas até o dia 30 de abril. 

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Conforme a 4ª CRE, a decisão de realizar aulas programadas veio depois de videoconferências realizadas com grupos de diretores , onde houve troca de ideias. Servidores estaduais passaram por capacitação virtual para aprender a utilizar as ferramentas do Google que estão sendo manuseadas. 

— Essa plataforma do Google, é um algo a mais que estamos oferecendo, uma ferramenta para o professor utilizar da melhor forma que avaliar  — explica a  titular da 4ª CRE, Viviane Devalle, sobre a ferramenta Gsuite. 

As aulas programadas estão ocorrendo desde março e contam como horário letivo. De acordo com a 4ª CRE, as escolas estaduais devem disponibilizar o conteúdo de forma que todos tenham acesso. Ou seja, por mensagem de WhatsApp, Facebook, compartilhamento de áudio e vídeo, e-mail, ou até mesmo por meio de entregas presenciais de materiais didáticos aos alunos sem acesso à internet.  

— Eles recebem e tem o tempo, conforme o professor determinar, para fazê-las, no horário que ficar melhor para eles. Estamos indicando que seja feita uma revisão do que já foi ensinado, porque um conteúdo novo requer toda uma didática. No entanto, se o professor tiver condições de passar algo novo que todos os alunos tenham acesso e, também, que tenham acesso as explicações em caso de dúvidas, está autorizado a fazer — explica. 

 A 4ª CRE defende que os professores estão passando por formações de cursos online no portal da Secretaria Estadual da Educação. A partir disso, devem-se criar discussões e elaborar um currículo referência para a rede. 

— A elaboração do currículo diz respeito ao que os professores estão fazendo, porque ao passo que os alunos têm as atividades em casa para fazer, os professores da rede também estão realizando um curso sobre o referencial curricular gaúcho, que é para se apropriarem das mudanças que aconteceram e virão a acontecer nas matrizes curriculares do Estado — explica. 

Os municípios da 4ª CRE são Antônio Prado, Cambará do Sul, Canela, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Gramado, Jaquirana, Nova Pádua, Nova Petrópolis, Nova Roma do Sul, Picada Café, São Francisco de Paula e São Marcos. 

Diminuição nos dias letivos

Na última quarta-feira (1º), o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que permitiu que escolas de ensino fundamental e médio e universidades não cumpram a quantidade mínima de dias letivos neste ano. No entanto, manteve a obrigatoriedade da carga horária mínima. Ou seja, não é necessário cumprir os 200 dias letivos, no caso de ensino fundamental e médio, mas sim cumprir as 800 horas-aula. 

Conforme Viviane, isso não infere no ensino estadual:

— Esta determinação da redução dos dias letivos, para nós, rede estadual, não vai ter validade, porque não vamos ter necessidade de recuperar depois. Visto que as aulas programadas estão suprindo os dias letivos e a carga horária. 

Divulgação do trabalho

Com o objetivo de valorizar o trabalho de educadores e estudantes, a 4ª CRE está divulgando, por meio das redes sociais, as atividades desenvolvidas pelos alunos. Isso ocorre através das hashtags: #VaiDarTudoCerto #Educação #4ªCRE. 

— É uma forma de demonstrar para as comunidades escolares que elas não estão sozinhas e de incentivar as escolas a mostrar o bom trabalho de seus professores e aluno — afirma Viviani Devalle.

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