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Assistência social31/03/2020 | 12h10Atualizada em 31/03/2020 | 12h10

Uma semana após início do acolhimento, pavilhões da Festa da Uva abrigam 135 moradores de rua

A partir de sábado, deixará de ser aceita a demanda espontânea ao serviço

Uma semana após início do acolhimento, pavilhões da Festa da Uva abrigam 135 moradores de rua Lucas Amorelli/Lucas Amorelli
A maior preocupação é com a doação de cobertas, que serão necessárias no período mais frio do ano que se aproxima Foto: Lucas Amorelli / Lucas Amorelli

Uma semana após o começo do acolhimento nos pavilhões da Festa da Uva, 135 pessoas que vivem nas ruas de Caxias do Sul estão no local. A capacidade pode chegar a até 200 vagas, mas a demanda espontânea será aceita apenas até a sexta-feira (3) — o horário de entrada é entre 14h e 16h. A partir de sábado (4), será aceito apenas quem for abordado por serviços de assistência social e saúde.

Conforme a presidente da Fundação de Assistência Social (FAS), Marlês Sebben, a restrição tem como intuito preservar a saúde dos já abrigados que não apresentaram sintomas. Ela salienta que o acolhimento é oferecido apenas para quem mora nas ruas de Caxias. Na segunda-feira (30), por exemplo, chegaram dois moradores de Vacaria, que foram levados às casas de passagem para depois retornarem ao município dos Campos de Cima da Serra. Marlês diz que não há como acolher quem sai de outras cidades nos Pavilhões, já que Caxias tem cerca de 700 pessoas vivendo nas ruas.

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Com a colaboração da comunidade, há boa quantidade de comida, por enquanto. A maior preocupação é com a doação de cobertas, que serão necessárias no período mais frio do ano que se aproxima.

Além disso, Marlês explica que os abrigados que usam drogas ou álcool estão em processo de desintoxicação, mas está mantida a possibilidade de fumar, o que é feito em horários determinados e em espaço aberto. Nesse sentido, ela destaca que também há necessidade de doação de cigarros. O contato para doações é a Defesa Civil pelos telefones:  (54) 98404.0778  ou 9.9146-3000.

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