Secretário da Saúde de Caxias descarta suspensão de eventos como forma de contenção do coronavírus - Geral - Pioneiro

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Entrevista12/03/2020 | 11h53Atualizada em 12/03/2020 | 11h53

Secretário da Saúde de Caxias descarta suspensão de eventos como forma de contenção do coronavírus

Segundo Jorge Olavo Hahn de Castro, por enquanto, são necessárias medidas individuais de proteção

Secretário da Saúde de Caxias descarta suspensão de eventos como forma de contenção do coronavírus Porthus Junior/Agencia RBS
Secretário reforçou orientações em entrevista à rádio Gaúcha Serra Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O secretário da Saúde de Caxias do Sul, Jorge Olavo Hahn de Castro, descarta a suspensão de eventos como forma de prevenção do contágio com o coronavírus neste momento. Em entrevista ao programa Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra na manhã desta quinta-feira (12), ele destacou que, por enquanto, a orientação continua sendo para que as pessoas adotem medidas individuais de proteção. Caxias do Sul teve o primeiro caso de coronavírus confirmado na noite de quarta-feira (11). Trata-se de um homem de 42 anos que retornou de Milão, na Itália, e buscou atendimento no dia 29 de fevereiro. Ele não precisou ser hospitalizado e está em isolamento domiciliar por 16 dias, prazo que se encerra no domingo (15).

— São necessárias medidas individuais: lavar as mãos frequentemente, evitar, sem lavar as mãos, colocá-las nos olhos, evitar locais que tenham aglomerações de pessoas. Não se está cogitando nenhuma medida de suspensão de atividades — afirmou.

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Em outros locais do país e no mundo, já houve suspensão de eventos religiosos e competições esportivas em função do alastramento da doença. O governo do Distrito Federal, por exemplo, decidiu suspender por cinco dias as aulas da rede pública e eventos como missas e shows após dois casos serem confirmados em Brasília. Nos Estados Unidos, a temporada da NBA, a liga de basquete do país, foi suspensa após a doença ter sido confirmada em um jogador. No Paraguai, o governo do país anunciou a suspensão de aulas e eventos públicos "de caráter massivo"; com isso, a Associação Paraguaia de Futebol suspendeu o público nas competições, incluindo jogos da Copa Libertadores da América. Os jogos em si não foram suspensos.


No Rio Grande do Sul, ainda não houve nenhuma medida de suspensão de aulas ou eventos. Em Bento Gonçalves, por exemplo, está confirmada a Movelsul Brasil, feira da indústria moveleira voltada a profissionais do setor, que ocorre entre a segunda (16) e a quinta-feira da próxima semana. Em comunicado, o presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindimóveis), Vinicius Benini, disse que "em nenhum momento foi cogitado o cancelamento da feira, decisão avalizada pelas autoridades competentes de saúde". Na nota, Benini reforça que foi tomada uma série de providências para a prevenção da doença, como treinamento de equipes e fornecedores, aquisição de material extra de higiene e orientação aos expositores sobre procedimentos nos estandes. Sachês de álcool e gaze serão distribuídos a todos os visitantes no momento do credenciamento.

Rede capacitada, mas faltam médicos

Na entrevista desta manhã, o secretário ainda destacou que as equipes de saúde de Caxias já receberam o preparo em relação ao coronavírus para o atendimento da população.

— Como preconizado pelo Ministério da Saúde, é a rede básica que irá atender isso; ou seja, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) — explicou.

A situação em Caxias do Sul está no nível 1, que é com menos de 100 casos confirmados. Conforme o número aumenta, o nível muda. Com isso, segundo o secretário, o município pode receber mais recursos, por exemplo, para internação hospitalar, caso isso seja necessário.

O município enfrenta, no entanto, uma defasagem de médicos na rede básica. Dos 49 postos de saúde, 28 estão com o quadro incompleto. O secretário destacou que contratos emergenciais só poderão ser feitos após o prazo de 45 dias da convcação de médicos aprovados em concurso público. 52 profissionais foram chamados em três editais a partir de fevereiro. Conforme ele, ainda neste mês deverá terminar o período para que possam ser feitos os primeiros contratos emergenciais.

Hahn Castro comentou que a disponibilidade de médicos é afetada no início do ano porque muitos profissionais começam residência médica, passam em concursos ou entram para o serviço militar na área médica. Ele afirmou, no entanto, que falta atratividade na rede de saúde do município, o que está relacionado a uma defasagem salarial. Segundo o secretário, é estudada uma forma de tornar o município mais atrativo por meio do cargo de médico de Estratégia de Saúde da Família (ESF), mas ainda não há definições de como isso poderá ser feito.

Ouça a entrevista na íntegra:

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