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Covid-1927/03/2020 | 21h30Atualizada em 27/03/2020 | 21h47

Religiosa da Serra morre por coronavírus na Itália

Irmã Edite Terezinha Bortolini tinha 81 anos e era natural do município de Garibaldi

Religiosa da Serra morre por coronavírus na Itália Divulgação / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Irmã Edite, ao centro, com Neiva e outros sobrinhos durante a última visita realizada na cidade natal em fevereiro de 2020 Foto: Divulgação / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Das mais de oito mil vítimas fatais contabilizadas na Itália em decorrência do coronavírus — número que cresce a cada dia — ao menos uma delas era natural de Garibaldi, na Serra gaúcha. A irmã Edite Terezinha Bortolini tinha 81 anos e integrava a congregação Passionistas de São Paulo da Cruz.

Ela morreu na segunda-feira (23), em Vila Montanina, que pertence a Velo D'astico, na província de Vicenza, onde residia nos últimos anos. O sepultamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (27), na cidade italiana, contando apenas com a presença do pároco e de algumas autoridades locais, em atendimento às normas governamentais estabelecidas no país, atual epicentro da pandemia mundial de coronavírus.

Segundo familiares, Edite costumava fazer contato pelo WhatsApp, sendo o último realizado no dia 16 de março.

— Foi tudo muito rápido. Uma prima conversou com ela por telefone e depois não teve mais contato. Soubemos que ela estava no hospital, sem respirador em um primeiro momento, porque não era necessário. Depois, ela foi entubada e acabou entrando em óbito — relata a sobrinha de Edite, Neiva Bortolini Cercato, que mora em Garibaldi.

Segundo Neiva, a tia costumava visitar os familiares no Brasil a cada quatro anos, estando na cidade natal pela última vez no dia 9 de fevereiro, ainda antes de sair da China o vírus pelo qual, um mês depois, seria infectada. Além de Garibaldi, na última vinda visitou também irmãos em Canoas e uma sobrinha que vive em Curitiba (PR).

Familiares lembram com carinho da religiosa que visitava o Brasil a cada quatro anosFoto: Divulgação / Arquivo pessoal

— Era uma pessoa extraordinária. Calma, muito querida, cheia de luz. Eu sentia muita paz perto dela. Nesta última visita tomamos café juntas, com meus irmãos e suas famílias também. Sempre que vinha nos reuníamos pra vê-la. Quando voltou para a Itália estava muito bem de saúde — conta a sobrinha.

Sobre a religiosa

Nascida em Linha Camargo, interior de Garibaldi, Edite deixou a cidade aos 19 anos rumo a Curitiba, onde aos 22 anos professou seus votos, tornando-se religiosa passionista. Ao longo de sua vida atuou como professora e também superiora provincial, sendo lembrada pela congregação como uma gestora exemplar.

Viajou o mundo para gerenciar a abertura de casas religiosas, sendo convidada a permanecer na casa italiana de irmãs, onde viveu seus últimos anos. Segundo familiares, ela morreu cinco dias antes de completar 82 anos, que seriam celebrados no dia 28 de março.

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