"Queria pedir para todo mundo se cuidar", diz diretor técnico do Hospital da Unimed Caxias que contraiu coronavírus - Geral - Pioneiro

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Pandemia28/03/2020 | 16h55Atualizada em 28/03/2020 | 17h07

"Queria pedir para todo mundo se cuidar", diz diretor técnico do Hospital da Unimed Caxias que contraiu coronavírus

Médico relatou experiência em uma live em rede social na tarde deste sábado

"Queria pedir para todo mundo se cuidar", diz diretor técnico do Hospital da Unimed Caxias que contraiu coronavírus Divulgação/Unimed
Foto: Divulgação / Unimed

O diretor técnico do Complexo Hospitalar Unimed Caxias do Sul, Vinícius Lain, teve a confirmação de covid-19 nesta sexta-feira (27). Na tarde deste sábado, ele relatou a experiência por meio de uma live em uma rede social.

Lain está em isolamento domiciliar desde a última segunda-feira, quando coletou material para exame. Ele estava à frente da organização do hospital para enfrentar a pandemia há cerca de três semanas. Contou que, nesse período teve inúmeras reuniões, com os mais diversos profissionais. Sentiu os primeiros sintomas na noite de domingo, mas eles se intensificaram na manhã de segunda, dor no corpo, dor de cabeça e coriza. No mesmo dia, procurou a infectologista do hospital, Lessandra Michelin, já passou a utilizar máscara, foi ao hospital, fez a coleta e foi orientado a ir para casa em isolamento domiciliar, situação que está até o momento e deve permanecer por mais pelo menos nove dias, até que possa voltar às atividades.

O resultado do exame veio por meio de ligação telefônica do Laboratório Central do Estado, que confirmou o diagnóstico de covid-19. Lain contou que nos dias em que os sintomas foram mais intensos de segunda a quarta-feira, sentiu bastante dor no corpo, dor de cabeça, a tosse seca foi leve e não teve febre. O médico contou ainda que na quarta de noite parou de sentir cheiro e o paladar ficou reduzido. E que a sensação de prostração e de cansaço é muito forte. Neste sábado já está se sentindo melhor da dor no corpo, não tem mais dor de cabeça, mas sente queimação nasal, uam espécie de ardência quando respira um pouco mais forte.

– Meu grande medo era se sentisse falta de ar. Ia dormir com medo de acordar com falta de ar – contou Lain referindo ao sintoma que serve de gatilho para que as pessoas com a doença procure o hospital porque indicaria um quadro mais grave.

O médico disse também que os profissionais da saúde acabam ficando mais expostos do que as demais pessoas em função de estar mais tempo em ambiente hospitalar. Daí, a importância de as pessoas só procurarem os sistema de saúde quando for realmente necessário.

– Os hospitais são principal foco do coronavírus, então, se puder, não vá. Queria pedir para todo mundo se cuidar. Protejam as pessoas que estão no grupo de risco. Procurem o hospital na hora certa, não procurem por qualquer coisa – declarou.

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