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Mudança de endereço16/03/2020 | 09h25Atualizada em 16/03/2020 | 09h25

Negociação entre Estado e município prevê transferência de estudantes e gera preocupação em escola de Bento Gonçalves

Principais reclamações dizem respeito à distância e condições do prédio proposto

Negociação entre Estado e município prevê transferência de estudantes e gera preocupação em escola de Bento Gonçalves Escola Landell de Moura/Divulgação
Previsão é que prédio atual da Landell de Moura seja utilizado apenas para Ensino Fundamental Foto: Escola Landell de Moura / Divulgação

A possibilidade de realocação de 207 estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Landell de Moura, um dos maiores de Bento Gonçalves, causa preocupação e dúvidas na comunidade escolar desde o início do ano letivo, em 2 de março. A transferência é negociada entre a 16ª Coordenadoria Regional de Educação (16ª CRE) e a Secretaria Municipal de Educação.

O plano prevê a municipalização das turmas de Ensino Fundamental da instituição, que atualmente atende a 93 estudantes de 6º a 9º ano, e a transferência, para o prédio da Landell de Moura, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Fenavinho, que fica a cerca de um quilômetro de distância e atende as séries iniciais do Ensino Fundamental. A mudança exigiria a realocação dos alunos do Ensino Médio para outro prédio, já que essas turmas permaneceriam sob a administração do Estado. O imóvel cogitado é o que abriga atualmente a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), que fica no centro e já recebeu a Escola Estadual de Ensino Fundamental General Bento Gonçalves da Silva.

De acordo com a presidente do Conselho de Pais e Mestres (CPM) da Landell de Moura, Aline da Silva Rinques, 36 anos, as negociações foram confirmadas pela 16ª CRE a uma comissão formada por pais e estudantes da instituição, mas nenhum documento oficial foi emitido até agora. A preocupação é com as condições e a distância do prédio proposto em relação à sede atual, no bairro Planalto.

— O coordenador disse que não tem o que fazer, que temos que aceitar. Eles querem a gente fique quieto e aceite. O prédio da Landell tem estrutura maravilhosa, enquanto o da Uergs parece um mausoléu abandonado. Não tem cozinha, não tem auditório. Nem se compara — reclama Aline, que também teme que estudantes não consigam chegar com facilidade ao novo endereço ou o custo das famílias com transporte aumente muito.

Outro argumento da presidente do CPM é que o imóvel onde se pretende instalar o Ensino Médio não possui refeitório e os estudantes teriam que dividir o espaço com a Escola Bento Gonçalves, que atualmente funciona em um prédio ao lado. Já a atual sede da Landell passou por reforma e tem banheiros novos, entre outras melhorias.

— Nós seríamos um enxerto porque a escola Bento já tem estrutura moldada. Nosso problema não é dividir. O problema é tirar os alunos de um prédio 100% para colocar longe das suas casas em um imóvel que não tem estrutura — argumenta.

A secretária de Educação de Bento Gonçalves, Iraci Luchese Vasques, confirma as negociações, mas afirma que não há nenhuma definição até o momento. De acordo com ela, o Estado tem oferecido a municipalização do Ensino Fundamental e a transferência dos alunos da Fenavinho para o prédio da Landell de Moura permitiria a reforma do atual prédio da Fenavinho para atender exclusivamente estudantes da educação infantil. Ainda segundo Iraci, o município oferece transporte escolar e os professores que atuam na Landell poderão permanecer atuando no prédio com as turmas de Ensino Fundamental, caso tenham preferência.

A secretária acrescenta, no entanto, que as negociações envolvem exclusivamente os critérios educacionais e não têm relação com supostos pagamentos de dívidas do Estado com o município. Essa hipótese chegou a ser considerada porque o prédio da Landell, que pertence ao governo estadual, será transferido ao município. Segundo Iraci, porém, a previsão é que seja uma cessão de uso temporária, sem prazo definido por enquanto:

— O patrimônio não vem para o município. Nunca foi cogitada essa possibilidade.

Procurada, a 16ª CRE, que orientou a reportagem a buscar um posicionamento junto a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Educação. Por meio de nota, a pasta se limitou a dizer que "existem tratativas, entre a 16ª CRE, a Uergs e a prefeitura de Bento Gonçalves para melhor atender a comunidade escolar da região". Nesta sexta-feira (13), a reportagem procurou novamente a 16ª CRE, mas não conseguiu contato.

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