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Coronavírus26/03/2020 | 08h20Atualizada em 26/03/2020 | 09h06

Na rua por você: Adriana Braga atende diversos clientes em mercado todos os dias em Caxias

Além dos profissionais da saúde, inúmeros trabalhadores e empreendedores deixam de fazer isolamento para garantir conforto e segurança de milhares

Na rua por você: Adriana Braga atende diversos clientes em mercado todos os dias em Caxias Antonio Valiente/Agencia RBS
Como assistente de caixa, Adriana precisa manter contato com diversas pessoas Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Na semana passada, o Brasil fez reverência a médicos e demais profissionais da saúde. É uma justa homenagem para uma área vital na luta contra o coronavírus. No entanto, outras dezenas de profissionais estão nas ruas para garantir o conforto e a segurança de quem está em casa no isolamento. Eles também merecem o seu aplauso.

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"Ficamos apreensivos"

Não há mais razão para transformar a compra em mercado num passeio de família. Seria levar o risco para cerca de 6 mil repositores, caixas, padeiros, açougueiros e outros trabalhadores escalados para garantir o abastecimento de  centenas de milhares de caxienses - outros três mil funcionários estão afastados por serem do grupo de risco ou estão de férias, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindigêneros). 

Na verdade, ficar em casa, dar preferência para compras coletivas entre vizinhos ou determinar a ida de uma única pessoa da família ao mercado seria a melhor forma de reconhecer o trabalho imprescindível desse batalhão distribuído em cerca de 1,4 mil estabelecimentos de grande, médio ou pequeno porte. 

Que o diga a assistente de caixa Adriana Almeida Braga, 32. Ela não tem como evitar o contato diário com os clientes do mercado onde trabalha no bairro Lourdes. São cerca de 200 pessoas que passam por ela ao longo da jornada diária. É muita gente. Adriana tenta manter a distância segura e a higienização, mas tem a companhia constante da apreensão. Como muitas pessoas estão sem ter o que fazer, alguns acabam indo às compras como forma de romper o tédio. Se não há filas nos caixas, as pessoas esbarram nos corredores.

- Esses dias um senhor idoso queria álcool gel. Falei que ele deveria era estar em casa e não no mercado. A gente mantém os filhos isolados, mas pensa que pode levar (o vírus) para eles. Todos os colegas falam disso, ficamos apreensivos - admite Adriana.

Para o gerente executivo do Sindigêneros Caxias, Vanderlei Fantinel, a população precisa estar consciente e valorizar o trabalho desses profissionais.

- Na verdade, é um dos únicos setores que atende diretamente o público. Embora tenha restrição de circulação e orientações, é difícil que o funcionário não fique em contato. Esse trabalhador tem família, pode ser um transmissor em sua casa. Quanto menos pessoas forem ao mercado, melhor - apela Fantinel.

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