"Estamos inseguras, não sabemos quando vamos voltar", diz caxiense que está na Tailândia - Geral - Pioneiro

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Coronavírus25/03/2020 | 14h43Atualizada em 25/03/2020 | 14h43

"Estamos inseguras, não sabemos quando vamos voltar", diz caxiense que está na Tailândia

Mariane Travi Ceconello e a amiga Clareana Kunzler Ferreira estão tentando retornar ao Brasil desde a semana passada, sem sucesso

"Estamos inseguras, não sabemos quando vamos voltar", diz caxiense que está na Tailândia Mariane Ceconello / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Mariane Ceconello / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Medo e insegurança são as palavras mais presentes no discurso de Mariane Travi Ceconello, 37 anos, e Clareana Kunzler Ferreira, 30, gaúchas que estão "presas" na Tailândia, já que, com a pandemia do coronavírus, não conseguem retornar para o Brasil. A caxiense e a porto-alegrense, respectivamente, viajaram para Ko Phi Phi no dia 2 de março, a passeio. A intenção das duas era, inicialmente, retornar ao Brasil no dia 28. 

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Elas tentaram adiantar o retorno, mas sem sucesso:

— Começamos a perceber as movimentações, principalmente no Brasil, e ouvimos falar de cancelamento de voos. Fomos para Bangkok para saber informações sobre o nosso voo. Aí ficamos sabendo que estava cancelado. Nosso medo é de não saber quando vamos voltar para o Brasil. Temos medo de adoecer aqui, longe da nossa família, longe do nosso país — lamenta a caxiense Mariane, que complementa a respeito da companhia aérea: 

— Eles não podiam nos realocar em nenhum outro voo e nem devolver o dinheiro, pelo menos por enquanto, só no Brasil.  Praticamente, não tem mais voos para o Brasil e os que têm estão em valores exorbitantes e ainda por cima corremos o risco de comprar e ser cancelado, porque os países estão colocando muitas restrições.  

Mesmo com a distância de mais de 17 mil quilômetros, e com uma diferença de fuso horário de 10 horas, elas comunicam-se constantemente com os parentes que residem no Brasil. A caxiense relata que a apreensão é de ambos os lados:

— Eles estão super apreensivos. Sentem-se impotentes pois não têm como nos ajudar.

Conforme Mariane, há cerca de 300 brasileiros na Tailândia que não conseguem retornar. Ela ainda relata que muitos ainda não sabem sequer que os voos estão sendo cancelados. 

— O governo daqui está acirrando as medidas de combate e prevenção ao coronavírus. Então, o comércio está fechado e a partir do dia 26 o país entra em estado de emergência.  A gente não tem dinheiro mais para ficar, não sabemos onde vamos ficar porque daqui a pouco eles podem fechar os hotéis também. Então, realmente, estamos com bastante medo — conta a caxiense, que atualmente reside em Porto Alegre. 

Diariamente, ela e a amiga gastam, em média, R$ 70 cada uma para manterem-se no país. Mariane relata ainda que a embaixada brasileira está se comunicando frequentemente com os turistas e esforçando-se para possibilitar o retorno de todos ao Brasil. No entanto, com a situação se agravando, as dificuldades vão aumentando.

— A embaixada já sabe há um tempo sobre essa situação, eles não conseguiram fretar um avião, que era o que planejavam. Então nos disseram que vão ter que mandar um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), mas não sabemos quando isso ocorrerá — lamenta Mariane. 

A reportagem tentou contato com a embaixada brasileira, mas até o fechamento desta matéria não recebeu retorno. 

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