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Meio ambiente13/02/2020 | 19h04Atualizada em 13/02/2020 | 20h55

Municípios da Serra se unem para construção de usinas de reciclagem de lixo 

Além do reaproveitamento total dos resíduos, cidades ainda reduziriam pela metade os custos de destinação final

Municípios da Serra se unem para construção de usinas de reciclagem de lixo  Rudimar Caberlon/Divulgação
Integrantes do Cisga, liderados por Douglas Pasuch (segundo, da esquerda para a direita), vislumbram solução para resíduos Foto: Rudimar Caberlon / Divulgação

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (Cisga), grupo formado em 2011 e que engloba 17 municípios da Serra, assinou na última quarta-feira (12) o protocolo de intenções do Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, projeto público/privado que tem como objetivo reaproveitar totalmente o lixo sem a necessidade de levá-lo aos já saturados aterros. A ideia é reduzir em até 50% o custo que as prefeituras têm com o descarte final dos resíduos. 

— Se tudo ocorrer como imaginamos, esse plano tem tudo para ser revolucionário. Em Nova Roma (do Sul) estamos há quatro anos com o aterro lotado. Temos que enviar todos os dias o nosso lixo para Minas do Leão (maior aterro sanitário do Estado), o que demanda um custo muito alto — vibra o presidente do Cisga e prefeito de Nova Roma do Sul, Douglas Fávero Pasuch (PP).

O investimento inicial previsto no plano é de R$ 30 milhões, que seriam destinados para a construção de duas Usinas de Valorização de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). Essas usinas gerariam 32 empregos diretos e comportariam 50 toneladas de lixo por dia. Os custos iniciais ficariam com a iniciativa privada, cabendo às prefeituras as licitações. A Veiga Sul, empresa de Novo Hamburgo, teria a missão de produzir o maquinário para o processamento do lixo, enquanto o dinheiro viria da Assessoria e Consultoria em Gestão Pública (ACGP). Em contrapartida, as duas empresas ficariam com lucros provindos das usinas, como a produção de biogás para a geração de energia e a possibilidade de fabricação de produtos através da matéria prima a partir dos compostos biossintéticos.

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Conforme dados do plano, foram coletadas 68.340 toneladas (média de 190 toneladas/dia) de lixo nas cidades integrantes do Cisga apenas em 2015. Isso, excluindo-se Bento Gonçalves, a maior delas. Deste total, 56.236 toneladas são de resíduos orgânicos e 12.104 toneladas de resíduos recicláveis.

Paralelamente, o plano também tem como propósitos estabelecer critérios de padronização do sistema de gestão de resíduos sólidos nos municípios, definir programas para melhorar a educação ambiental da população, estabelecer ações e metas para diminuir a geração de lixo, além de apontar modelos mais sustentáveis para destinação final dos rejeitos. Em março, os prefeitos integrantes do Cisga apresentarão sugestões de áreas que poderão receber as usinas.

— Além de todo o reaproveitamento, que é fundamental, não tenho dúvidas que cortaremos pelo menos até a metade os custos que temos hoje para a destinação final do nosso lixo. Pretendemos que até março ou abril do ano que vem já estejamos com as usinas em operação _ confia Pasuch.


O QUE É O CISGA?

:: O consórcio, que iniciou as atividades operacionais em 2011, é formado por 17 municípios da Serra Gaúcha e atua na gestão compartilhada dos serviços públicos em diversas áreas, como saúde, turismo, meio ambiente, agricultura e segurança. O órgão está habilitado a receber recursos através de convênios ou outros instrumentos para a implementação das ações previstas no planejamento. 

:: Os municípios que atualmente integram o Cisga são Antônio Prado, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Coronel Pilar, Cotiporã, Fagundes Varela, Farroupilha, Garibaldi, Guaporé, Monte Belo do Sul, Nova Bassano, Nova Roma do Sul, Paraí, Pinto Bandeira, Santa Tereza, São Marcos e Veranópolis. A sede é em Garibaldi.

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