Menina de seis anos que levou tiro na perna segue internada em hospital de Caxias - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Susto26/02/2020 | 20h00Atualizada em 26/02/2020 | 20h19

Menina de seis anos que levou tiro na perna segue internada em hospital de Caxias

Segundo familiares, projetil ficou alojado na panturrilha

Menina de seis anos que levou tiro na perna segue internada em hospital de Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Crianças brincavam no pátio da escola quando tiros disparados na rua atingiram a menina Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A menina de seis anos atingida com uma bala perdida na perna enquanto brincava no pátio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Basílio Tcacenco, no bairro Esplanada, por volta das 16h15min desta quarta-feira (26), segue internada no Hospital Geral, em Caxias do Sul. Era o recreio das séries iniciais – ela está no 1º ano – quando o crime ocorreu e havia muitas crianças no pátio.

Pertinho da menina, estava o irmão mais velho, de 9 anos, que estuda no 3º ano. Quando viu que a irmã havia sido atingida, ele correu até ela, a pegou e levou para dentro do prédio, para onde os outros alunos buscavam esconderijo. As professoras a colocaram em uma sala, acionaram a responsável pela menina, que chegou minutos depois. Em seguida, chegaram a Guarda Municipal, a Brigada Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou o primeiro atendimento e a levou ao Hospital Pompéia. Dali, foi transferida ao Hospital Geral, onde permanece internada. O projetil ficou alojado na panturrilha. Segundo a família, a equipe médica ainda vai avaliar e decidir se retirará ou não o projetil.

– Foi bem assustador. Me desesperei. Imagina, minha única filha menina. Foi um choque. Nunca esperava isso. A filha está na escola, daí, chegar a notícia que ela levou um tiro... é a pior coisa do mundo – disse a mãe da menina.

Passado o susto, a menina disse à madrinha e a mãe que estava preocupada porque tinha furado as calças. A mãe conta que a filha é muito estudiosa e quer ser médica quando crescer. 

Os familiares relataram que outros tiros acertaram o muro da escola, mas a menina foi a única atingida.

Segundo informações extraoficiais de moradores, o alvo dos disparos seria um homem que estaria sentado em frente à escola.

O secretário municipal de Segurança Pública, Hernest Larrat dos Santos Júnior, reuniu-se nesta tarde com equipe da Guarda Municipal para dar encaminhamentos referentes ao caso. De acordo com ele, como os disparos partiram de uma área pública, o assunto será tratado neste momento pela Pasta.

De acordo com ele, a informação que se tem até o momento é de que teria ocorrido um desentendimento entre moradores da comunidade que acabaram deslocando-se para uma área verde em frente à escola. Um total de 12 cápsulas foram recuperadas no local, sendo, a princípio, a estudante a única atingida.

– Esses confrontos normalmente ocorrem muito rápido, não chegam a durar 30 segundos. Tivemos a informação de que, ao ver a movimentação, as crianças foram em direção à grade da escola. Vamos intensificar a patrulha escolar e também promover mais ações, como palestras educativas, trabalhando mais efetivamente nas escolas e envolvendo as crianças para que, quando ouvirem disparos, se abaixarem – afirmou o secretário.

Em 29 de março de 2018, duas meninas de seis anos, alunas da Escola Municipal Luciano Corsetti, no bairro Kaiser, foram baleadas quando saíam do estabelecimento no final da tarde. Uma delas foi atingida de raspão na cabeça e a outra no abdome. Ambas sobreviveram.   

Crianças estavam no intervalo

Cerca de 400 crianças matriculadas no turno da tarde da Escola Basílio Tcacenco estavam na hora do recreio, por volta de 16h15min, quando foram surpreendidas pelos disparos. De acordo com a diretora da escola, Cristiane Dalsochio, integrantes da equipe diretiva, professores e monitores acompanhavam as turmas dos prés, primeiros e segundos anos durante o intervalo que ocorria no pátio da escola que dá pra Rua Flávio Chaves.

– Essas pessoas passaram, não conseguimos ver quem era, só ouvimos os disparos e nossa reação foi levar as crianças o mais rápido possível para dentro da escola – lembra a diretora.

Segundo ela, apenas grades separam o pátio da rua onde os disparos ocorreram e alguns foram em direção à rua para ver o que estava acontecendo.

– Eles são pequenos, a maioria nunca viu isso, quando viram que tinha gente correndo acabaram indo em direção à cerca – afirma Cristiane, que diz ter acionado logo em seguida a BM, a Guarda Municipal e o Samu, além de acalmar os demais estudantes que ficaram assustados com a colega atingida.

Na mesma tarde, quando os pais começaram a saber do ocorrido, começaram a buscar seus filhos, sendo estes liberados até o final da tarde. No total, 870 estudantes estão matriculados na escola que pretende abrir as portas normalmente nesta quinta-feira (27).

Leia também:
Prefeito sanciona e tarifa do transporte urbano de Caxias passa para R$ 4,65

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros