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Entrevista27/02/2020 | 13h40Atualizada em 27/02/2020 | 13h40

Infectologista de Caxias explica o que é o coronavírus e como se prevenir

Médica e professora da UCS destaca a baixa mortalidade da doença

Infectologista de Caxias explica o que é o coronavírus e como se prevenir Isadora Neumann/Agencia RBS
Coronavírus tem mais de 80 mil casos notificados no mundo Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS

Após a confirmação na quarta-feira (26) de que um morador de 61 anos da cidade de São Paulo contraiu o coronavírus no norte da Itália, outros países vêm confirmando os primeiros casos. Nesta quinta-feira (27), a Dinamarca e a Estônia informaram os primeiros casos da doença. Na quarta, cinco novos países tiveram os primeiros registros - Grécia, Romênia, Noruega, Geórgia e Paquistão. O caso do Brasil é o primeiro da América Latina.

Em entrevista ao programa Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra na manhã desta quinta, a médica infectologista Lessandra Michelim Rodriguez Nunes Vieira, que integra a diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia e é professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS), diz que não há razão para pânico.

— O coronavírus vai deixar muita gente doente, mas não quer dizer que sejam doenças graves. A população tem que ter calma. Sabemos que o vírus tem uma baixa mortalidade: 82 mil casos foram notificados no mundo, com 2 mil mortes — pontua.

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Os sintomas da doença causada pelo novo coronavírus são semelhantes a outros problemas respiratórios: febre, coriza, tosse e dor ao respirar, podendo haver também dores musculares. Lessandra destaca os cuidados para evitar a contaminação.

— É tentar evitar que o vírus entre pelos olhos, nariz ou boca. Para vírus respiratórios em geral, procuramos não tocar no rosto; é preciso lavar bem as mãos sempre que possível, sempre quando a pessoa for ao banheiro, antes de se alimentar... Então, sempre que for possível, lavar mesmo, com água e sabão. E, quando não for possível, pelo menos passar um álcool gel — recomenda.

Não há ainda um remédio para tratamento da doença causada pelo coronavírus e a pesquisa para desenvolver uma vacina ainda está em andamento. Com isso, o paciente com caso confirmado é isolado para não transmitir a doença e tem os sintomas tratados. A fase aguda da doença, com a manifestação dos sintomas, dura, em média, uma semana.

A professora destaca que não há transmissão dentro do Brasil, já que o único caso confirmado do país foi de um paciente contaminado no Exterior. Sobre o uso de máscara, Lessandra afirma que a medida não funciona.

— É lavagem de mãos e não tocar no rosto; é isso o que funciona. A máscara não funciona. Ela tem uma média de duração de quatro horas: começamos a falar, respirar e ela umedece. Isso faz com que ela perca o filtro. No hospital, usamos no atendimento e a  descartamos. Às vezes, a pessoa compra uma máscara e usa por muito tempo. É só psicológico o efeito, porque ela não estará funcionando. Para que serve máscara? Serve para quando estou gripado ou resfriado não transmitir para outras pessoas ou para o ambiente. Quem está doente, sim, usa a máscara. Quem não tem sintoma nenhum, não adianta usar — explica.

Confira a entrevista na íntegra:

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