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Oportunidade 20/02/2020 | 11h39Atualizada em 20/02/2020 | 14h43

Imigrantes e refugiados se formam em curso de hotelaria nesta sexta em Caxias

Turma teve capacitação para atuar na função de camareiro

Imigrantes e refugiados se formam em curso de hotelaria nesta sexta em Caxias Associação Educadora São Carlos/Divulgação
Turma teve capacitação para atuar na função de camareiro Foto: Associação Educadora São Carlos / Divulgação

A esperança de uma nova vida e a busca de oportunidades motivam imigrantes e refugiados a deixar os países onde nasceram, suas famílias e amigos. Caxias do Sul foi escolhida por vários deles para viver e, na cidade, enfrentam novos desafios e barreiras, como a cultura e o idioma, mas aqui eles também têm a oportunidade de recomeçar.

Uma nova chance de inserção social se abre para 18 imigrantes que participaram do Curso de Qualificação Laboral e Cultural para Imigrantes e Refugiados. Depois de três semanas e 60 horas de aulas teóricas e práticas, 10 haitianos, três venezuelanos, dois peruanos, um ganês, um senegalês e um argentino recebem a certificação nesta sexta-feira (21).  A formatura ocorre a partir das 16h na sede do Centro da Atendimento ao Migrante (CAM), na Rua Professor Marcos Martini, 1.600, no bairro Marechal Floriano.

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A capacitação para a função de camareiro foi oferecida pela Associação Educadora São Carlos (AESC), por meio do Centro de Atendimento ao Migrante (CAM), e teve a parceria do hotel Ibis Caxias, com o suporte financeiro da Diocese de Caxias do Sul. Os imigrantes receberam orientações sobre os aspectos técnicos, como procedimentos de limpeza e higienização de quartos, de cozinhas e de restaurantes. Também tiveram aulas sobre a cultura caxiense e a legislação trabalhista. Depois, os alunos tiveram aulas práticas nos dois hotéis parceiros da entidade.

Uma nova chance de inserção social se abre para 18 imigrantes que participaram do Curso de Qualificação Laboral e Cultural para Imigrantes e Refugiados. Depois de três semanas e 60 horas de aulas teóricas e práticas, 10 haitianos, três venezuelanos, dois peruanos, um ganês, um senegalês e um argentino recebem a certificação nesta sexta-feira (21).  A formatura ocorre a partir das 16h na sede do Centro da Atendimento ao Migrante (CAM), na Rua Professor Marcos Martini, 1.600, no bairro Marechal Floriano.
Turma teve capacitação para atuar na função de camareiroFoto: Associação Educadora São Carlos / Divulgação

A diretora do CAM, Irmã Celsa Zucco, avalia a qualificação dos imigrantes como uma oportunidade para que eles tenham mais facilidade de inserção no mercado de trabalho:

—  Temos alunos que saem do curso bem preparados para o mercado de trabalho. Acredito que em breve eles consigam empregos e melhores oportunidade para obter renda pelos próprios esforços— ressalta.

Entre os inscritos, há quem tenha desde o Ensino Fundamental incompleto até profissionais com dois cursos de Formação Superior. O tempo de vivência no Brasil varia entre seis anos e três meses, como no caso de refugiados da Venezuela.

O instrutor Elias de Castilhos Duarte trabalha há oito anos com imigrantes ​e pessoas de baixa renda que busca qualificação profissional:

Uma nova chance de inserção social se abre para 18 imigrantes que participaram do Curso de Qualificação Laboral e Cultural para Imigrantes e Refugiados. Depois de três semanas e 60 horas de aulas teóricas e práticas, 10 haitianos, três venezuelanos, dois peruanos, um ganês, um senegalês e um argentino recebem a certificação nesta sexta-feira (21).  A formatura ocorre a partir das 16h na sede do Centro da Atendimento ao Migrante (CAM), na Rua Professor Marcos Martini, 1.600, no bairro Marechal Floriano.
Turma teve capacitação para atuar na função de camareiroFoto: Associação Educadora São Carlos / Divulgação

— Essa turma tem um nível de formação superior elevada, mas desconhecem a cultura brasileira. Nessas aulas, com a troca de conhecimentos, não apenas ensinei sobre os aspectos culturais da nossa cidade, como aprendi sobre a cultura deles. A questão do bom dia por exemplo, alguns me explicaram que no país deles, se dá "bom dia" durante o dia todo. É uma saudação para que as pessoas realmente tenham um dia bom_conta.

Duarte garante que quem contratar um profissional do nível dos formandos vai fazer com que sua empresa fique mais qualificada:  

— Eles têm comprometimento e prestam um serviço de qualidade. Não precisa de supervisão porque o trabalho é bem feito. 

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