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Religião03/02/2020 | 09h49Atualizada em 03/02/2020 | 09h49

Caxienses foram a Torres para vender flores para aqueles que queriam homenagear Iemanjá

Centenas foram até a Prainha, em Torres, para reverenciar a rainha do mar

Caxienses foram a Torres para vender flores para aqueles que queriam homenagear Iemanjá Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Caxienses foram a Torres para vender flores para aqueles que queriam homenagear Iemanjá Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Há mais de três décadas, Marinei Pedralli, 46 anos, realiza o mesmo ritual: vai à praia na noite de 1° de fevereiro levar flores para Iemanjá.

– Gosto da energia e também venho pela simbologia – disse a professora universitária, segurando um ramalhete de rosas. 

Ela conta que a tradição aprendeu com a mãe ainda na adolescência e que não falta em nenhum ano. O fato de morar em Torres também ajuda. Como, Marinei, centenas de pessoas participaram das homenagens à rainha do mar organizado pela Casa da Mãe Cristina de Oyá, na Prainha, na noite do último sábado e começo da madrugada de domingo.

Uma estrutura com gradis em forma de um grande círculo e iluminada com holofotes foi montada na areia. Uma procissão saiu da área central da cidade por volta das 21h e chegou à praia cerca de uma hora depois. 

Segundo Claudionor Machado, filho de santo da Mãe Cristina, a caminhada ocorre há 23 anos.Na prainha, os integrantes da Casa dançavam e se apresentavam frente à imagem de Iemanjá que descansava no barco. Enquanto isso, uma longa fila se formava.

 TORRES, RS, BRASIL, 02/02/2020 - Amanhecer na praia de Torres, no dia 02 de fevereiro, dia de Iemanjá. Sugestão de contacapa ensaio fotográfico. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Dona Giane Teixeira Goulart, 49, era uma das primeiras pessoas que aguardavam junto ao cercado. Há três anos ela faz a viagem de férias coincidir com a data de Iemanjá. Sai de Caçapava do Sul, na Região Central,e vem a Torres participar das festividades.

– Sempre procuro agendar para que eu pegue esse ritual de Iemanjá, porque acho muito importante essa energia do bem, de proteção,que é trabalhada aqui – contou a professora.

Depois de ser atendida pelos religiosos, ela foi ao mar e jogou uma rosa nas ondas que vinham fortes sobre a areia. Pouco antes da movimentação começar, os caxienses Ana Daniela de Freitas, 28 anos, e o marido Alexandro Won Muller, 29, vendiam ramalhetes de rosas no calçadão. 

Ana contou que a atividade é desenvolvida pelo sogro há 20 anos em Caxias e que todos os fevereiros os filhos descem a Serra para comercializar as flores no Litoral. Desta vez, veio a família inteira, o casal e as filhas Giovana de Freitas Won Muller, 10, e Ana Carolina de Freitas Won Muller, 3. O trabalho rende um bom dinheiro extra à família. 

Alexandro trouxe 40 ramalhetes com oito flores vendidos a R$ 20 cada.

– É muita procura, porque aqui é difícil encontrar rosas assim – disse Ana Daniela.

 
 
 

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