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HIV11/02/2020 | 12h39Atualizada em 11/02/2020 | 12h39

Ação entre Estado e Unesco para prevenção da Aids contempla Caxias do Sul

Programa envolverá uso de plataformas digitais para levar informação aos jovens

Ação entre Estado e Unesco para prevenção da Aids contempla Caxias do Sul divulgação/divulgação
Ao fim de 2018, Caxias do Sul tinha 371 casos registrados e confirmados de pessoas infectadas com o vírus HIV Foto: divulgação / divulgação

Caxias do Sul é a única cidade da Serra contemplada no projeto entre o governo do Estado e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para prevenção da Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O projeto Tecnologias Sociais Inovadoras de Educação e Saúde foi lançado em Porto Alegre nesta segunda-feira (10) e tem como foco a disseminação de informação para os jovens.

Ao todo, 21 municípios vão receber ações. Essas cidades foram propostas pelo Estado; 18 delas, incluindo Caxias, têm as maiores taxas de infecção de HIV no Rio Grande do Sul, e são as mesmas que fazem parte do programa estadual RS Seguro, ao qual a cooperação técnica com a Unesco foi atrelada. As outras três cidades são na fronteira, que o governo considera estratégicas no combate à Aids. O programa RS Seguro tem enfoque na área da segurança pública.

— Não é coincidência que os mesmos municípios do RS Seguro são os que possuem os maiores índices de infecção de HIV. A epidemia está associada à vulnerabilidade social e aos contextos de vida e de saúde dos cidadãos — afirmou a médica do serviço de atenção especializada em HIV/Aids no Hospital Sanatório Partenon, Maria Letícia Ikeda, durante a apresentação do projeto.

Em Caxias do Sul, houve 371 casos registrados e confirmados de pessoas que estavam infectadas com o vírus HIV ao fim de 2018, dado anual mais recente da Secretaria Municipal da Saúde, que deverá compilar até o fim deste mês os dados referentes a 2019. Na cidade, a maior incidência é na faixa etária entre 20 e 39 anos.

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A titular da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde do Estado, sediada em Caxias do Sul, Tatiane Fiorio, afirma que o programa parte do princípio de que os jovens, atualmente, já não são impactados por campanhas como se costumava fazer, por meio de fôlderes e materiais impressos.

— Será feito um investimento em campanhas informativas nas mídias sociais, justamente para atingir esse público mais jovem —  comenta.

Segundo ela, os municípios vão se encarregar de ações a partir da chegada de recursos, que virão do Ministério da Saúde. A primeira parcela dos valores, que somam R$ 4,4 milhões para os 21 municípios ao longo de quatro anos, deverá vir nos próximos dias, conforme Tatiane. A Secretaria Estadual da Saúde não informou o valor que será destinado a cada município; segundo a assessoria de imprensa da pasta, são valores globais e não há como especificar por município.

A Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul afirma que ainda não recebeu do Estado a informação sobre quais ações estão previstas e como o recurso será empregado na prática.

Segundo Tatiane, a partir da vinda da primeira parcela, será feita uma reunião entre Estado e município para definir as atividades.

— Podemos retomar um teatro que era feito nas escolas e que não vinha ocorrendo em Caxias nos últimos anos — comenta. 

Segundo o governo do Estado, além de discussões em sala de aula e teatros, está prevista uma exposição itinerante a ser levada às escolas da rede pública em contêineres. A estimativa é que um milhão de adolescentes sejam atingidos de alguma forma pelo programa.

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