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Patrimônio histórico13/01/2020 | 16h43

Presidente do Compach de Caxias não vê risco de perda da posse da Maesa, mas teme pela deterioração do prédio

Uso do complexo foi colocado como prioridade pelo prefeito Flavio Cassina

Presidente do Compach de Caxias não vê risco de perda da posse da Maesa, mas teme pela deterioração do prédio Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Dos 53 mil metros quadrados do complexo, apenas 200 metros quadrados são utilizados pelo município Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Em entrevista ao programa Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra na manhã desta segunda-feira (13), o presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Histório e Cultural (Compahc) de Caxias do Sul, Rafael Tregansin, explicou que a ocupação do complexo histórico da Maesa depende de um levantamento cadastral do prédio e de um mapeamento de risco. É somente depois dessas etapas que poderá ser feito um projeto arquitetônico, momento em que a comunidade também poderá debater as possibilidades de uso.

Entre as perspectivas já discutidas até hoje sobre a ocupação da Maesa estão, por exemplo, a implantação de um Mercado Público - ponto que o vice-prefeito Edio Elói Frizzo (PSB) colocou como uma prioridade - e de um Multipalco para apresentações de teatro e dança.

Tregansin explica que o mapeamento de risco vai apontar se há alguma substância ainda impregnada nas paredes ou no solo que seja prejudicial à saúde, e também a situação estrutural do complexo, para saber se há algum risco de queda que ameace a integridade física das pessoas. Ele frisa que esse estudo vai não somente autorizar a ocupação do complexo como também definir quais serão os usos possíveis. Atualmente, uma pequena parte do prédio da Maesa, que faz frente para a Rua Plácido de Castro, está ocupada desde 2017 com um posto da Guarda Municipal e também a Diretoria do Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura de Caxias do Sul. 

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O presidente do Compach acredita que pode haver um avanço significativo no processo neste ano se forem feitos esses levantamentos, e considera positivo o fato de o prefeito Flavio Cassina ter apontado a Maesa como uma prioridade. Ele diz que poderá haver uma boa evolução do trabalho se houver pessoas designadas para esses estudos, seja técnicos da prefeitura ou uma licitação para contratar uma empresa terceirizada para esse trabalho.

Para Rafael Tregansin, não há risco neste momento de o município perder a posse do prédio para o Estado.

— Não vejo risco neste momento para que o município perca o prédio, que haja um retrocesso no acordo com o governo estadual. Mas esse risco vai existir ali na frente se não for feito nada. Por isso é importante que esse assunto volte à tona, que volte a ser discutido e noticiado. Porque se, neste momento, nós não corremos risco, daqui a pouco, no ano que vem ou no outro, nós passamos a correr — comenta.

Embora não veja risco na perda do patrimônio para o Estado, o presidente do Compach teme pela deterioração do prédio com o tempo, que pode ter algum dano caso haja necessidade de uma intervenção emergencial. Uma das questões que ainda precisam ser resolvidas e que poderão atrasar o processo de ocupação é o maquinário da Metalcorte Fundição, que operava na Maesa até o início do segundo semestre do ano passado, quando o Grupo Voges teve a falência decretada pela Justiça.

— A remoção desse maquinário, de quem é a responsabilidade, para onde será levado e o que vai ser feito com ele, isso pode gerar uma demora sim. Há várias coisas a serem feitas. Daqui a pouco, precisamos ter acesso a essas áreas até para verificar se existe algum reparo emergencial que precise ser feito em função de um risco iminente que haja para o prédio. Daqui a pouco, perdemos tempo, os passos não são dados e aí se deteriore uma parte da estrutura — analisa Tregansin.

Entre os órgãos públicos que poderão ser transferidos para a Maesa, está a Secretaria da Segurança Pública, que hoje paga R$ 7,5 mil por mês, incluindo aluguel e condomínio, para ocupar o prédio na rua Vinte de Setembro com a rua Garibaldi, no centro. O secretário Hernest Larrat dos Santos afirma que a administração está tentando conversar com o administrador judicial responsável pela massa falida que está na Maesa. O objetivo, segundo ele, é conseguir um outro local para guardar os bens da empresa, que estão para ser leiloados.

Conforme o chefe de gabinete e secretário da Cultura de Caxias do Sul, João Uez, o tema da Maesa será abordado em reunião dos secretários municipais marcada para as 18h desta segunda.

Confira a entrevista completa com o presidente do Compach:

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