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Tanque de etanol21/01/2020 | 12h52Atualizada em 21/01/2020 | 13h26

Para especialista, junção de fatores pode ter provocado explosão em posto de Caxias

Conforme o químico e professor do IFRS, Paulo Janissek, substância inflamável aliada à alta temperatura, ambiente fechado e um iniciador deve ter causado o acidente

Para especialista, junção de fatores pode ter provocado explosão em posto de Caxias Daniel Herrera/Divulgação
Acidente de trabalho ocorreu no bairro Sanvitto na tarde desta segunda-feira (20) Foto: Daniel Herrera / Divulgação

Os motivos que causaram a explosão de um tanque de etanol em um posto de combustíveis na tarde desta segunda-feira (20) em Caxias do Sul ainda não têm uma confirmação exata pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). Após análise de peritos na manhã desta terça (21), no entanto, dois pontos foram destacados pelo órgão: a falta de um detector de gases e o uso de bomba elétrica em vez de mecânica ou pneumática na retirada do etanol velho do tanque, que seria descartado para depois substituição por combustível novo. 

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O acidente, que casou a morte de Valmir Machado, 42 anos, e deixou outros dois funcionários feridos, um deles com gravidade, trouxe à tona a discussão sobre a segurança durante serviços como o que acontecia no momento da explosão. De acordo com o doutor em química orgânica e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) no campus de Caxias do Sul, Paulo Janissek, uma junção de causas pode ter provocado a expansão violenta de ar. Conforme o docente, existe grande probabilidade, como apontou perícia do IGP, de que a bomba elétrica utilizada dentro do tanque de combustível para drenar o restante do líquido tenha sido o gerador final de um ciclo de fatores

— São combinações de fatores de risco. Nós temos um dia de muito calor, com temperatura alta, ambiente fechado, substância inflamável (saturando o ar dentro do tanque) e um iniciador (bomba elétrica). Os dados indicam que, a partir de 13ºC, o etanol já tem o ponto de fulgor. Ele já pode queimar nas proximidades de uma chama. A partir de 3% de vapor de álcool no ar, ele já pode entrar em ignição. Portanto, são valores muito baixos, indicando o risco dessa substância. Provavelmente o ar estava saturado de etanol, nós tínhamos uma temperatura maior que 13ºC, ambiente fechado e o iniciador. 

Ele acrescenta que a eventual ocorrência de vento no momento do trabalho poderia diminuir a probabilidade de um acidente por conta da renovação do ar no ambiente, impedindo a saturação.

O trabalhador que morreu no acidente, pouco antes das 16h de segunda-feira, era natural de Itapiranga (SC) e morador de Estrela. O posto fica na Rua João Nichele, no bairro Sanvitto. O estabelecimento passava por reformas e não havia clientes no momento da explosão.

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