Moradores questionam corte de araucárias na praça de Galópolis em Caxias  - Geral - Pioneiro

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Meio ambiente16/01/2020 | 06h55Atualizada em 16/01/2020 | 09h29

Moradores questionam corte de araucárias na praça de Galópolis em Caxias 

Pedido para retirada das árvores partiu da Amob

Moradores questionam corte de araucárias na praça de Galópolis em Caxias  Aline Ecker/Agência RBS
Foto: Aline Ecker / Agência RBS

Três araucárias que ficavam na Praça Amábile César Vial, no bairro Galópolis, em Caxias do Sul, foram cortadas na última segunda-feira (13). O corte efetuado por funcionários da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), a pedido da Associação de Moradores (Amob), provocou revolta e indignação em pessoas que vivem ou trabalham no bairro. 

Uma  moradora, que prefere não se identificar, caminhava em meios aos galhos, grinfas e restos de madeira que ficaram pelo chão na manhã desta quarta-feira (15). Ela olhava com tristeza para o tronco que sobrou no lugar da árvore que ficava mais próxima a Igreja Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.

— Estou chocada. Dá vontade de chorar. Todo mundo passava aqui e pegava pinhão. Tínhamos sombra e três araucárias lindas. E agora, isso? Não entendo por que fizeram isso. Fiquei muito triste porque eu sempre pedia a Deus que abençoasse quem há anos plantou as árvores — lamenta ela. 

Outra frequentadora da praça considera um absurdo o corte. 

— Para mim é crime ambiental. Era uma araucária, não é como cortar a grama — reclama. 

Uma moradora de 77 anos, que cresceu brincando em meio a praça, e contemplava as árvores desde a infância, também lamentou a situação:

Moradores questionamo corte de araucárias em Galópolis
Foto: Aline Ecker / Agência RBS

— Podiam podar as árvores mas cortar as araucárias assim, as três? — questiona. 

CONTRAPONTO 

A Semma informou que a solicitação para cortar as árvores partiu da Associação de Moradores (Amob) de Galópolis. A alegação é que os galhos das araucárias provocavam risco aos moradores que frequentam a praça. A prefeitura inspecionou a área e constatou que havia risco, por isso, a equipe da Semma foi autorizada a efetuar o corte das árvores. 

A presidente da Amob Maria Patrício Pinto, explica que a associação atendeu a um pedido antigo dos moradores, principalmente, porque uma das árvores ficava bem próximo ao parquinho e as crianças corriam riscos com a queda dos galhos. 

— Os moradores solicitaram ainda em 2016 ou 2017 que as árvores fossem cortadas. Atendemos a solicitação porque era arriscado para todos que frequentam a praça, ainda mais nos finais de semana que fica lotada. A prefeitura constatou o risco e o setor liberou o corte — explica ela. 

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