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Serra16/01/2020 | 18h26

"É um marco para Cambará", diz prefeito, sobre concessão dos cânions

Schamberlaen José Silvestre não vê nenhum aspecto negativo nas melhorias que serão feitas na área

"É um marco para Cambará", diz prefeito, sobre concessão dos cânions Suelen Fonseca/Divulgação,Prefeitura de Cambará do Sul
Mais de 200 pessoas, entre representantes de entidades, políticos e população local participaram da audiência pública Foto: Suelen Fonseca / Divulgação,Prefeitura de Cambará do Sul

Um marco histórico para Cambará do Sul. É assim que o prefeito da cidade dos Campos de Cima da Serra, Schamberlaen José Silvestre (PP), encara os investimentos em melhorias e exploração de serviços de apoio à visitação nos parques nacionais Aparados da Serra e Serra Geral (divisa com Santa Catarina). Nesta quinta-feira (16), mais de 200 pessoas, entre dirigentes de entidades, empreendedores, políticos e população em geral participaram da primeira audiência pública para a apreciação da proposta de concessão.

O edital, ainda em formulação, prevê investimentos em 62 pontos obrigatórios, como bilheterias, estacionamento, transporte interno, hospedagem e alimentação nos núcleos Itaimbezinho e Rio do Boi, nos Aparados, e o Fortaleza, na Serra Geral. A minuta também cita o cânion Malacara, que poderá ser incluído mediante termo aditivo, assim como outros núcleos. Entre as estruturas previstas no projeto básico, por exemplo, estão passarelas ligando os dois lados do Itaimbezinho. 

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— Tudo o que é novo costuma causar dúvidas. E a gente sempre tem algumas questões para serem aparadas. Para isso que serviu essa audiência, que foi esclarecedora e conseguimos ter uma convergência quase total. Não dá para começar algo sem antes abrir todas as possibilidades — salienta Silvestre.

O investimento mínimo exigido da empresa escolhida para explorar os parques durante os 30 anos de contrato é de R$ 249 milhões, a maior parte em serviços e pessoas. Uma nova audiência pública, online, ocorrerá em fevereiro. O edital deve ser lançado em agosto e a previsão é que até o final do ano se conheça a empresa vencedora e os trabalhos de melhorias já comecem de imediato. O lance inicial para uma empresa adquirir o direito de concessão dos cânions é de R$ 604 mil.

— Isso irá desonerar o Estado e empregar muita gente, que vai estar trabalhando em limpeza, segurança, melhorias no entorno, entre outros. Todos ganham com isso. A começar pelos próprios parques, que obtêm mais investimentos financeiros e podem oferecer novos atrativos — destaca o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Homero Cerqueira.

Um dos pontos que ainda causa preocupação na comunidade é com relação a uma possível mudança no acesso aos Aparados. A tendência é que, com as melhorias projetadas pela concessão e a construção do novo aeroporto da Serra, em Vila Oliva, haverá um aumento significativo no número de visitantes, o que poderia determinar congestionamentos na RS-427. Hoje, os visitantes são obrigados a cruzar por Cambará do Sul  antes de chegar a entrada dos cânions. Ou seja, há movimentação na economia do município. Mas, conforme Silvestre, não haverá mudanças. Bem pelo contrário. Ele prevê até um incremento na economia local.

— A nossa estrada é ampla e acredito que comportará muito bem um possível aumento na demanda. Não vejo nenhum aspecto negativo nessa concessão. Creio que só irá alavancar o crescimento da cidade.

Dúvidas podem ser tiradas até o dia 28

Segue aberta, até 28 de janeiro, a consulta pública promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com relação à proposta de edital para a concessão de exploração no Parque Nacional dos Aparados da Serra e Serra Geral (divisa com Santa Catarina). 

No formulário, pessoas físicas e jurídicas poderão fazer perguntas e tirar dúvidas, dar sugestões, propor inclusão, exclusão ou alteração de itens do projeto, que faz parte da carteira do Programa de Investimentos (PPI), da Casa Civil e do Governo Federal. O formulário também tem espaço para anexar documentos. O Ministério do Meio Ambiente tem a obrigação legal de responder todas as dúvidas enviadas. O formulário pode ser acessado pelo link https://bit.ly/2RmtsB8. 

O ICMBio ressalta que concessão difere de privatização. No caso dos cânions, as empresas vencedoras ganham o direito de operar serviços por um determinado período de tempo (no caso, 30 anos) e assumem o compromisso de investir nas unidades. Serviços de gestão, conservação, proteção e pesquisa continuam sob o controle do governo. 

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