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Centro de Referência da Mulher21/12/2019 | 09h29Atualizada em 21/12/2019 | 09h29

Novo serviço projeta 50 visitas mensais a mulheres vítimas de violência em Caxias

Objetivo é atender também quem não registrou ocorrência ou não possui medida protetiva

Novo serviço projeta 50 visitas mensais a mulheres vítimas de violência em Caxias Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Visitas a mulheres que já passaram pela rede de apoio às vítimas de violência e não têm medida protetiva em Caxias do Sul serão feitas de segunda a sexta-feira das 8h às 17h. Para a chamada busca ativa, estarão à disposição dois guardas municipais e uma equipe do Centro de Referência da Mulher, que fará a triagem e indicará o acompanhamento domiciliar. A expectativa neste momento é realizar 50 visitas por mês, com o objetivo de oferecer ajuda em casos em que há necessidade de romper ciclos de violência. A ação foi nomeada de Núcleo de Proteção Familiar.

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Conforme a titular da Coordenadoria da Mulher, Janete Thomé, inicialmente serão priorizadas mulheres que tem indicador de risco de violência, com ou sem boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil. Entre o público prioritário, estão mulheres que foram abrigadas alguma vez na Casa de Apoio Viva Rachel, para onde são levadas aquelas que são vítimas de violência e não têm onde ficar protegidas do agressor.

De acordo com Janete, a intenção é oferecer escuta e orientações às mulheres como forma de encorajar o rompimento de situações de violência e para a inclusão ou acesso nos serviços da rede de proteção. Ela salienta que muitas mulheres chegam até a rede de apoio, mas não dão prosseguimento aos atendimentos no Centro de Referência da Mulher.

— Neste serviço, é que são oferecidos os atendimentos psicossociais individuais e em grupo, que favorecem a criação de mecanismos de autoproteção, fortalecimento da rede de apoio familiar, de planejamento para a construção de novos projetos de vida e encaminhamento/referenciamento aos serviços da rede — comenta.

Caxias do Sul conta com a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, que monitora mulheres com medida protetiva. Assim, o Núcleo de Proteção Familiar vai atuar nesta lacuna criada em relação as mulheres sem a medida protetiva.

— Grande parte dos feminicídios ocorrem em circunstâncias onde a mulher não solicitou a medida protetiva. Grande parte delas avalia que o agressor não apresenta um risco de morte ou não irá cometer uma nova agressão à ela. Mas, o que identificamos são reincidências, quando elas não registram a ocorrência ou não solicitam a medida protetiva a tendência é intensificar as agressões, ou seja, aumentar a frequência e a gravidade.

A titular da Coordenadoria da Mulher salienta que as equipes atuarão também para garantir a segurança dos filhos destes casais. Janete salienta que a aproximação também favorecerá a identificação de casos de cárcere privado e no afastamento dos agressores.

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