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37 dias de bloqueio11/12/2019 | 13h15Atualizada em 11/12/2019 | 13h16

Após retirada de pedras, asfalto na RS-122, em Farroupilha, terá que ser recuperado

Necessidade de novas detonações ainda será avaliada

Após retirada de pedras, asfalto na RS-122, em Farroupilha, terá que ser recuperado André Fiedler / Agência RBS/Agência RBS
Os danos no pavimento ocorreram principalmente devido ao volume de pedras que caíram sobre a pista Foto: André Fiedler / Agência RBS / Agência RBS

Pelo menos parte do asfalto do km 43 da RS-122, em Farroupilha, terá que ser reconstruído após a remoção das pedras que caíram da encosta na detonação realizada na última quarta-feira (4). Os danos no pavimento ocorreram principalmente devido ao volume de pedras que caíram sobre a pista. No deslizamento original, em 4 de novembro, a terceira faixa já havia sido danificada, mas ela não será liberada em um primeiro momento.

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) trabalha com o objetivo de liberar o fluxo em uma faixa de cada sentido ainda nesta semana. De acordo com o diretor de Operação Rodoviária da autarquia, Sandro Wagner Vaz dos Santos, a permissão de fluxo deve ocorrer com a via asfaltada. 

Durante o trabalho de remoção, as equipes da empresa Encopav, que atuam nos esforços de desobstrução da rodovia, têm condições de reparar a base da estrada. O asfalto, contudo, precisa ser aplicado posteriormente, o que pode exigir um tempo adicional de trabalho.

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Como na manhã desta quarta-feira (11) a quantidade de material ainda era grande, a retirada precisava ser realizada em duas frentes de trabalho e em etapas. No lado norte, uma retroescavadeira em uma bancada (espécie de aterro) junto à encosta depositava pedras na parte inferior. O objetivo era acumular material em um ponto com acesso mais facilitado para posteriormente ser colocado em caminhões por outra retroescavadeira. A operação é necessária porque a altura da pilha de pedras impede que o material seja depositado diretamente nos caminhões. Ao mesmo tempo, o material já depositado no nível da pista era recolhido no lado sul. Por volta das 10h30min, as frentes de trabalho se inverteram.  Na tarde de terça-feira (10), foram carregados, em média, um caminhão a cada 1min20seg.

Na medida em que o material é recolhido, a largura da barreira diminui. No entanto, na manhã desta quarta, a distância que separava as frentes de trabalho em cada lado era estimada entre 40 e 50 metros. Ao todo, o material está sendo depositado em sete áreas indicadas pelo Daer e pertencentes à faixa de domínio da rodovia. Seis delas ficam ao norte da barreira. Parte das pedras também é doada à prefeitura de São Vendelino, que as reaproveita em obras do município. 

Novas detonações são cogitadas

Ao longo desta quarta-feira, será avaliada a necessidade de novas detonações. Isso porque a equipe não sabe o tamanho das rochas que estão no meio da pilha de pedras e a verificação somente pode ser realizada com o avanço das escavações. Caso essa necessidade se confirme, as equipes da empresa Boqueirão Desmonte serão mobilizadas para a perfuração das rochas e implantação dos explosivos, o que diminui o ritmo de escavações para garantir a segurança da equipe.

A identificação do trabalho que ainda precisará ser realizado é a principal condição para que haja uma previsão de data específica para a liberação do trânsito, embora o Daer tenha o objetivo de desbloquear nesta semana. A previsão dada pelo secretário de Logística e Transportes do Estado, Juvir Costella, na semana passada, de que a rodovia seria liberada nesta terça, não se confirmou.

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